Saúde

Melanoma: Terapias experimentais trazem esperança

Dois novos tratamentos experimentais contra o cancro da pele em estado avançado produziram resultados promissores quando comparados com a quimioterapia tradicional.
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Dois novos tratamentos experimentais contra o cancro da pele em estado avançado produziram resultados promissores quando comparados com a quimioterapia tradicional, de acordo com dados apresentados esta segunda-feira num congresso em Chicago, nos EUA.
 
Em causa estão o Dabrafenib e o Trametinib, medicamentos desenvolvidos pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline e que foram aplicados em melanomas em fase 3.  
 
As experiências realizadas demonstraram que o Trametinib consegue neutralizar a proteína MEK, responsável pelo crescimento do tumor e que pertence ao mesmo mecanismo molecular que um gene mutante – o BRAF – presente em metade dos casos de cancro de pele, que fomenta a progressão do melanoma.
 
Os ensaios clínicos efetuados com este fármaco envolveram 322 pessoas. Destas, 214 foram submetidas a tratamento com a substância experimental, sendo as restantes sujeitas à quimioterapia tradicional.
 
Segundo os especialistas presentes no Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), mais de 22% daqueles a quem foi administrado Trametinib mostraram boas respostas ao tratamento, o que apenas aconteceu com 8% dos doentes que fizeram quimioterapia. 
 
Com vista a analisar os efeitos do outro medicamento da GlaxoSmithKline, o Dabrafenib, os cientistas procederam ainda a um outro ensaio, desta feita com 250 participantes diagnosticados com melanoma inoperável e que ainda não tinham sido tratados com nenhum fármaco anteriormente.
 
À semelhança do que aconteceu com o Trametinib, as conclusões foram animadoras. No total, os doentes tratados com o fármaco evidenciaram uma diminuição de 70% no risco de progressão da doença em comparação com aqueles que apenas efetuaram quimioterapia.
 
Além disso, metade dos pacientes respondeu bem à terapia, contra o sucesso de apenas 6% nos casos de doentes submetidos ao tratamento convencional. Ainda assim, os especialistas garantem que serão necessários estudos mais aprofundados para averiguar o alcance destes medicamentos.

Um novo avanço para o tratamento do melanoma
 

“Estas descobertas constituem um novo avanço para o tratamento do melanoma e vão servir de base a mais estudos para avaliar o papel do Dabrafenib em combinação com outros fármacos”, afirmou Axel Hauschild, coordenador da investigação e professor de dermatologia da Universidade de Kiel, na Alemanha, citado pela AFP.
 
Já Caroline Robert, responsável de dermatologia do Institute Gustave Roussy, em Paris, defendeu que, da mesma forma, “o Trametinib irá, provavelmente, tornar-se mais uma primeira opção para os pacientes com melanoma avançado”.
 
De acordo com Caroline Robert, “este é o primeiro de uma nova classe de fármacos que poderão beneficiar doentes com melanoma em que se regista a presença do gene BRAF” e “neutralizar a proteína que faz crescer o tumor poderá ser uma estratégia viável para tratar muitas pessoas que sofrem deste problema”.

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