Saúde

Meditação é tão eficaz como antidepressivos comuns

Meia hora diária de meditação pode ajudar a aliviar os sintomas da ansiedade e da depressão de forma tão eficaz quanto os antidepressivos comuns. A conclusão é de uma análise feita por investigadores norte-americanos.
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Meia hora diária de meditação pode ajudar a aliviar os sintomas da ansiedade e da depressão de forma tão eficaz quanto os antidepressivos comuns. A conclusão é de uma análise feita por investigadores norte-americanos, que estudaram os resultados de 47 ensaios clínicos sobre o tema levados a cabo em 2013.
 
“Há muita gente que faz meditação, mas não se trata de uma prática que faça parte das terapias médicas comuns para combater problemas de saúde”, explica Madhav Goyal, coordenador do estudo desenvolvido pela equipa da Johns Hopkins University School of Medicine, em Baltimore, nos EUA.
 
Segundo Goyal, o estudo, que acaba de ser publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, indica que a meditação “parece proporcionar um alívio tão significativo a nível dos sintomas da ansiedade e da depressão como aquele que foi encontrado noutros estudos sobre antidepressivos”, embora a condição de saúde dos pacientes não fosse considerada severa.
 
Para efetuar a revisão das investigações previamente realizadas, Goyal e os colegas analisaram 47 ensaios clínicos de 2013 que envolveram mais de 3.515 participantes e incidiram sobre a meditação e várias condições de saúde física e mental, incluindo depressão, stress, insónia, uso de drogas, diabetes, doenças cardíacas, cancro e dor crónica.
 
Os investigadores observaram de que forma os sintomas destes problemas mudaram com a meditação e concluíram que, além do alívio “moderado” dos sintomas da asiedade, depressão e da dor, a chamada meditação “mindfulness” (ou de atenção plena), uma técnica budista, mostrou ser promissora na atenuação da dor e do stress. 
 
O alívio dos sintomas verificou-se após os participantes terem integrado um programa de oito semanas deste tipo de meditação e, nos casos em que os pacientes foram acompanhados por um período mais longo, nomeadamente seis meses, as melhorias continuaram a ser constatadas. 
 
A equipa norte-americana concluiu ainda que esta prática de meditação, que tem vindo a ganhar popularidade entre os ocidentais nos últimos 30 anos, não trouxe aos indivíduos qualquer efeito secundário ou malefício.

“As pessoas têm a ideia de que a meditação significa apenas estar sentado e não fazer nada, mas isso não é verdade. A meditação é um treino ativo da mente para melhorar o estado de alerta e diferentes programas correspondem a diferentes abordagens e finalidades”, esclarece Goyal, em comunicado.
 
A meditação “mindfulness”, ou seja, a prática de atenção plena em causa e que mostrou ser mais promissora, é tipicamente praticada 30 a 40 minutos por dia e enfatiza a aceitação dos sentimentos e pensamentos sem julgamento e o relaxamento do corpo e da mente. 
 
Apesar dos benefícios retirados da análise das investigações prévias, Goyal sublinha que estas tinham “as suas fraquezas”, pelo que serão necessários trabalhos mais aprofundados para entender para que sintomas os programas de meditação são mais vantajosos e de que forma o aumento do tempo de meditação pode aumentar estas vantagens. 

Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na segunda-feira (em inglês).

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