Sociedade

Lisboa oferece mais qualidade de vida que Nova Iorque

Lisboa está no 'top' das 50 cidades mundiais com melhor qualidade de vida. A capital portuguesa, que ocupa o 41.º lugar de um 'ranking' divulgado esta semana, aparece à frente de grandes metrópoles como Nova Iorque, nos EUA.
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Lisboa está no 'top' das 50 cidades mundiais com melhor qualidade de vida. A capital portuguesa, que ocupa o 41.º lugar de um 'ranking' da consultora Mercer divulgado esta semana, subiu duas posições face ao ano passado e aparece à frente de grandes metrópoles como Nova Iorque, nos EUA. 
 
De acordo com o estudo “Quality of Living 2015” realizado pela empresa, que conta com 230 cidades, Viena é a que oferece melhor qualidade de vida no mundo. O topo da lista volta a ser dominado por cidades europeias, que partilham os lugares cimeiros com algumas das maiores cidades da Austrália e da Nova Zelândia.
 
Zurique, na Suíça, é a segunda melhor cidade para se viver, seguindo-se-lhe a cidade neozelandesa de Auckland, que completa o pódio. Do 'top 10' fazem ainda parte Munique, Dusseldorf e Frankfurt, todas na Alemanha, Vancouver, no Canadá, a única cidade da América do Norte entre as 10 melhores, Genebra, na Suíça, Copenhaga, na Dinamarca, e Sidney, na Austrália. 
 
Lisboa surge na 41.ª posição do 'ranking', posicionando-se imediatamente acima de cidades como Chicago (43.º) e Nova Iorque (44.º), nos EUA, e logo abaixo da capital inglesa, Londres (40.º). A capital portuguesa destaca-se, sobretudo, em termos de qualidade do ambiente económico e sociocultural e da disponibilidade de bens de consumo.
 
Em comunicado, a Mercer revela ainda que os pontos em que Lisboa, que subiu dois lugares face a 2014, apresenta um pior desempenho são o congestionamento do tráfego, as facilidades aeroportuárias e a poluição atmosférica. 
 
“Tal como aconteceu no estudo do ano passado, continuamos, este ano, a reconhecer as cidades emergentes que estão cada vez mais a tornar-se concorrentes dos tradicionais centros financeiros e empresariais”, afirma Tiago Borges, responsável da área de estudos de mercado da Mercer em Portugal.
 
Ainda assim, nota Tiago Borges, “as cidades europeias continuam a ser consideradas as melhores no que se refere aos padrões de qualidade de vida comparativamente com cidades localizadas noutras regiões”, muito graças à “estabilidade política e a uma taxa de criminalidade ainda baixa, em conjunto com boas condições ao nível da saúde, infraestruturas e entretenimento”. 
 
De realçar que a primeira cidade da Ásia a integrar o 'top' é Singapura, que ocupa o 26.º lugar, ao passo que o Dubai é o primeiro representante da região do Médio Oriente e África a aparecer na lista, na 74.ª posição. 
 
No que toca à América do Sul, Montevidéu, no Uruguai, é a cidade com melhor desempenho, tendo assegurado o 78.º lugar. Já a cidade de Bagdade, no Iraque, é a pior do mundo para se viver, ocupando a última posição (230.º) não só da sua região, mas a nível global. 

'Ranking' avaliou mais de 440 cidades mundiais
 

Para chegar às 230 melhores, a Mercer avaliou as condições de vida locais em mais de 440 cidades do mundo inteiro, analisando-as de acordo com 39 critérios divididos por 10 categorias, entre as quais o ambiente social e político, económico e sociocultural, a saúde, a educação, os serviços públicos e os transportes.
 
As pontuações atribuídas a cada critério permitem comparações entre cidades e destas comparações resulta “um índice de qualidade de vida que compara diferenças relativas entre dois locais”, explica a empresa de consultoria.
 
O objetivo do estudo “Quality of Living” é “auxiliar as empresas multinacionais e outras entidades empregadoras a remunerarem com justiça e rigor os colaboradores que sejam colocados em projetos internacionais, em alinhamento com as suas políticas e práticas de mobilidade social”. 
 
Em Portugal desde 1993, a Mercer, que, no nosso país, opera em Lisboa e no Porto, conta com uma equipa com mais de 160 profissionais.
 
A empresa, que desenvolve serviços de consultoria nas áreas de talentos, benefícios, pensões e investimentos tem mais de 20.000 colaboradores distribuídos por 43 países.

Clique AQUI para saber mais sobre este estudo (em inglês).

Notícia sugerida por Patrícia Guedes

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