Sociedade

Lisboa junta-se a 100 cidades contra lapidação

A capital portuguesa é uma das 100 cidades que adere este sábado à manifestação a favor da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte por apedrejamento. A iniciativa é organizada pelo Comité Internacional Contra as Execuções e
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A capital portuguesa é uma das 100 cidades que adere este sábado à manifestação a favor da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte por apedrejamento. A iniciativa é organizada pelo Comité Internacional Contra as Execuções e decorre às 18 horas no Largo Camões.

Em declarações à agência Lusa, Paula Cabeçadas, uma das organizadoras da iniciativa em Lisboa, disse que o objetivo é o fim da pena de morte em geral. “O caso desta senhora é o principal pretexto para avançarmos para esta mensagem. Estamos contra a pena de morte dela e contra a pena de morte no geral”, sublinha Paula Cabeçadas.

O protesto global vai decorrer em outras cidades e países do mundo desde o Japão, Iraque, Israel, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Holanda ou Austrália.

Paula Cabeçadas disse ainda que têm tido “muitas pessoas” a aderirem à causa, mas quanto à sua participação na concentração já mostrou algumas dúvidas.

“Em Portugal estas coisas nunca têm a mesma participação do que no resto do mundo. A sociedade civil portuguesa não é uma sociedade civil muito ativa. As pessoas são um bocadinho comodistas”, lamentou a ativista.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, afirmou esta sexta-feira que “está para breve” o momento em que a União Europeia vai “exprimir coletivamente a sua reprovação em relação a práticas de outros tempos”.

A França tem estado na linha da frente do movimento a favor da iraniana. Hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, reafirmou que nenhuma decisão final está tomada sobre a lapidação de Sakineh Mohammadi Ashtiani por adultério e morte sublinhando que a aplicação da pena por lapidação foi suspensa por enquanto.

A mesma fonte apelou aos países ocidentais para “não utilizarem os assuntos judiciais com fins políticos”. Avisaram ainda que “a justiça está a examinar este caso e não se submeterá a pressões”.

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