Ambiente

Lagoa de Santo André abre ao mar esta quarta-feira

Numa tradição anual que se cumpre há vários séculos, a Lagoa de Santo André, Santiago do Cacém, vai ser mais uma vez aberta ao mar, esta quarta-feira à tarde, num ritual obrigatório para assegurar a continuidade do 'habitat' desta reserva.
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Numa tradição anual que se cumpre há vários séculos, a Lagoa de Santo André, Santiago do Cacém, vai ser mais uma vez aberta ao mar, esta quarta-feira à tarde, num ritual obrigatório para assegurar a continuidade do 'habitat' desta reserva natural.

A autarquia marcou para dia 07 de Março a data de abertura ao mar da lagoa, um processo que envolve o rompimento do cordão dunar que a separa do oceano Atlântico.

“Este momento de rara beleza ocorre numa fase do ano que coincide com os períodos de reprodução de inúmeras espécies piscícolas”, sublinha a autarquia em comunicado.

Segundo a câmara municipal, trata-se de uma ação “necessária para assegurar a continuidade do habitat do maior sistema lagunar da Costa Alentejana e que, por norma, desperta a curiosidade de muitos munícipes e outros visitantes”.

Os trabalhos vão estar a cargo do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sanca (RNLSS), com a colaboração do Centro de Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa, tal como tem acontecido nos últimos 11 anos.

Uma tradição secular

A abertura artificial da Lagoa de Santo André ao mar repete-se todos os anos perto da Primavera. Esta tradição remonta ao século XVII, embora no passado fosse cumprida com a força dos homens, que usavam pás para romper as dunas.

A Lagoa de Santo André está classificada como Sítio RAMSAR – Zona Húmida de Importância Internacional e é decisiva para a manutenção dos valores naturais e para diversas atividades humanas, com destaque para a pesca, explica o município.

O local, que é “um crescente polo de atração turística, apresenta “condições muito especiais para quem procura um contacto mais direto com a Natureza”, assumindo-se como “uma referência nacional e além-fronteiras”, explica a autarquia.

16 quilómetros de reserva natural

Classificada como reserva natural desde o início do século, a zona inclui as lagoas de Santo André e da Sancha, assim como um sistema de pequenas lagoas de água doce formadas em depressões dunares, e abrange 16 quilómetros de costa sendo a maior lagoa do litoral alentejano. 

Neste local, estão presentes centenas de espécies de anfíbios, peixes, mamíferos e mais de 200 espécies de aves, nomeadamente aquáticas e passeriformes, entre as quais se destaca, na lagoa de Sancha, uma colónia de garça-ruiva.

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