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Israel: Nova lei proíbe extrema magreza de modelos

A lei aprovada esta segunda-feira tem como objetivo pôr um ponto final em comportamentos perigosos que, muitas vezes, podem resultar em distúrbios alimentares graves.
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Israel aprovou, esta segunda-feira, uma lei que proíbe a extrema magreza das modelos e tem como objetivo pôr um ponto final em comportamentos perigosos que, muitas vezes, podem resultar em distúrbios alimentares graves. Ao mesmo tempo que ambiciona proteger a saúde das profissionais, o país quer também aliviar a pressão sobre os jovens que se sentem impelidos a imitar corpos de “pele e osso”.
 
A nova legislação assume-se como uma mudança radical para a indústria da moda, frequentemente castigada e apontada como promotora de problemas como a anorexia e a bulimia. De acordo com os responsáveis pela proposta de lei, a decisão poderá servir de exemplo para outras nações que se debatam com o aumento destes distúrbios.
 
“Esta lei destrói o ideal da beleza anoréxica, que serviu de inspiração para muitos jovens israelitas que tentaram imitar uma ilusão impossível e, em consequência, adoeceram”, defendeu Rachel Adatto, médica que integra o parlamento do país e uma das mentoras desta ideia.
 
“Espero que consigamos enviar aos adolescentes uma mensagem que lhes diga que ser magro é aceitável, mas que a magreza tem limites e há exageros aos quais não devemos chegar”, acrescentou Adatto, citada pelo portal Israel National News.

Relatórios médicos e manipulação digital de imagens
 

A lei aprovada esta semana exige que os modelos, tanto homens como mulheres, apresentem um relatório médico com data nunca anterior aos últimos três meses sempre que se preparem para uma sessão fotográfica no mercado israelita, declarando que não se encontram em situação de subnutrição com base nos padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
Além disso, pretende-se que os alvos dos anúncios publicitários sejam informados quando existir manipulação digital das imagens com o objetivo de tornar os protagonistas mais magros. Consequentemente, será obrigatório que tais campanhas sejam acompanhadas de uma aviso visível que dê conta da situação.
 
De acordo com dados da Associated Press, em Israel, cerca de 2% das raparigas com idades entre os 14 e os 18 anos sofrem de sérios distúrbios alimentares, percentagem idêntica à verificada em muitos países desenvolvidos.

[Notícia sugerida por Elsa Martins]

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