Saúde

IPO de Lisboa avança com renovação

O Ministério da Saúde aprovou que o Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO) permaneça na mesma localização. Fez saber ao jornal Expresso que serão investidos ainda este ano 45 milhões de euros em obras e equipamento de renovação, em especial
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O Ministério da Saúde aprovou que o Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO) permaneça na mesma localização. Fez saber ao jornal Expresso que serão investidos ainda este ano 45 milhões de euros em obras e equipamento de renovação, em especial no pavilhão de radioterapia que tem passado por mais dificuldades de funcionamento com apenas 2 dos seis aceleradores lineares a funcionar.

De acordo com o especialista e membro da Sociedade Europeia de Radioterapia, Isabel Monteiro Grillo a proposta para o IPO de Lisboa manter as atuais instalações com remodelações faseadas, de modo a não interromper o tratamento dos doentes, já foi aprovada esta semana.

As obras custarão 45 milhões de euros, dos quais 30 milhões seguem para as obras. Cerca de 15 milhões investidos em equipamento pesado: 5 milhões de euros para radioterapia, 2 milhões para medicina nuclear e 8 milhões para três aceleradores lineares, de acordo com o ministério da Saúde.
A verba será suportada pelo IPO de Lisboa que irá dar início às obras “com muita brevidade, logo depois das férias”.

Portugal precisa de 50 aparelhos

De acordo com a edição deste fim de semana do jornal Expresso a sucessão de avarias do material já considerado antigo, impede o IPO de assegurar todos os tratamentos de radioterapia. Em consequência os doentes oncológicos têm sido encaminhados para instituições externas, incluindo privadas.

“O parque de radioterapia está envelhecido, nalguns casos incapacitado e carece de remodelação urgente, que está em curso e se tem revelado lenta e complexa”, confirmou a secretária geral, Carla Paula Henriques.

O encaminhamento de doentes oncológicos para outras unidades tem custos acrescidos para o governo que paga cerca de 250 euros por sessão de radioterapia em ambulatório.

O hospital de dia, internamento e cuidados paliativos também será alvo de requalificação. No futuro está prevista também a “abertura de um centro de radioterapia na região das Beiras”, conforme avança a alta comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, citada pelo Expresso.

Ao todo no país existem 31 aparelhos de radioterapia (aceleradores lineares) em unidades públicas, quando 50 é o número de dispositivos que deveriam existir em Portugal para cumprir os requisitos clínicos internacionais.  

“Já conseguimos mudar o rácio de equipamentos de quatro para cinco por milhão de habitantes. Iremos precisar de 50 aceleradores. Só falta a formalização do Presidente da República”, avança ainda a mesma responsável.

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