Literatura

Grácia Nasi: cristã por fora, judia por dentro

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A história judaica tem mulheres extraordinárias. Da matriarca Sara à sionista Golda Meir, muitas mulheres judias fizeram história. Grácia Nasi foi uma delas. Com um carácter intocável e uma personalidade de ferro moldada pelas agruras da vida, esta mulher não teve medo de desafiar homens, papas, reis e o seu próprio destino.

O livro, da autoria da historiadora Esther Mucznik, editado com a chancela da Esfera dos Livros, conta a história de Grácia Nasi, uma mulher judia e portuguesa que viveu no século XVI, no período que se seguiu às conversões forçadas dos judeus por D. Manuel I, em 1497.

Grácia nasceu em 1510 depois de a sua família ter sido perseguida e expulsa de Espanha. Baptizada à nascença com o nome cristão de Beatriz de Luna, viveu desde criança no mundo ambivalente de uma dupla identidade: cristã por fora, judia por dentro.

Viúva aos 25 anos, herdeira de um império comercial e de uma incalculável riqueza cobiçada por todos, Grácia Nasi torna-se numa verdadeira mulher de negócios, assumindo o seu espírito pioneiro e empreendedor, traço marcante dos sefarditas judeus/cristãos novos.

Grácia Nasi percorre o mapa da Europa, passando por cidades como Antuérpia e Veneza, até chegar ao Império Otomano, onde finalmente pode praticar a sua fé às claras, sem recear qualquer perseguição. É aí que se dedica a ajudar os seus correligionários a escapar à Inquisição, apoia o estudo e o ensino religiosos, bem como a edição de Bíblias e estende a mão aos mais necessitados.

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