Ambiente

Geologia: Prémio europeu distingue município luso

O município de Macedo de Cavaleiros foi distinguido com o Prémio Geoconservação 2014, da Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico, pelo trabalho levado a cabo na preservação do Maciço de Morais.
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O município de Macedo de Cavaleiros foi distinguido com o Prémio Geoconservação 2014, da Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico, pelo trabalho levado a cabo na preservação do Maciço de Morais.
 
Apelidado de 'umbigo do mundo' pelos geólogos, este património geológico guarda milhões de anos da história da terra no coração do Nordeste de Portugal e, agora, valeu o galardão europeu.
 
O mesmo será entregue à Geoparques Terras de Cavaleiros esta terça-feira, Dia Nacional do Património Geológico, como forma de distinção pelo trabalho desenvolvido no âmbito da candidatura da Geoparques Terras de Cavaleiros à Rede Mundial de Geoparques da UNESCO.  
 
A ser aprovada, Macedo de Cavaleiros passará a integrar esta rede, criada em 2004 pela UNESCO, em parceria com a União Internacional de Ciências Geológicas, para distinguir áreas naturais com elevado valor geológico. 
 
Para já, o Prémio Geoconservação 2014 reconhece o “trabalho efetivamente projetado e concretizado” de inventariação e fundamentação científica do Património Geológico, os seus níveis de proteção, conservação e estratégias de valorização e promoção”. O mesmo vem juntar-se à Menção Honrosa recebida, em 2010, com a candidatura 'Umbigo do Mundo'.
 
Em comunicado, a autarquia conta que o território do Geoparque, com cerca de 700 quilómetros quadrados, possui uma rica e complexa geologia, enquadrada pelo Maciço Ibérico, com rochas que datam do Proterozoico. 
“Aqui, estão inventariados 42 geossítios, que encerram um importante valor científico, educativo e geoturístico, sete deles a sofrerem intervenção para uma melhor visitação”, adianta o município. 
 
Entre 2010 e 2013 a autarquia desenvolveu uma Rota Geológica, com duas variantes, a rota menor com 50 quilómetros e a rota completa com 110 quilómetros. Além disso, para apoio aos visitantes foi recuperada uma antiga casa do guarda-florestal, sendo esta transformada no Centro de Interpretação Geológica de Morais. 
 
Este último conta com uma componente educativa que já apoiou o desenvolvimento de seis programas com as temáticas da geologia, biologia, ambiente, história e cultura.
 
No caso específico do Maciço de Morais, este apresenta vestígios de dois continentes e de um oceano desaparecidos e envolvidos na formação daquela cadeia de montanhas, há mais de 280 milhões de anos, muito antes dos dinossauros, quando os dois continentes chocaram e empurraram a placa oceânica do fundo do mar que os separava.

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