Sociedade

Freamunde: Futebolista guineense ajuda 40 familiares

Com o dinheiro que ganha em Portugal, Ansumane Fati, um futebolista guineense garante comida à mesa a quase 40 familiares, na sua terra natal. Por isso, em Bissau, a cada jornada vive-se o resultado da equipa com tanto ou mais fervor que qualquer
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Com o dinheiro que ganha em Portugal, Ansumane Fati, um futebolista guineense dá ajuda financeira a quase 40 familiares da sua terra natal. Por isso, em Bissau, a cada jornada vive-se o resultado da equipa com tanto ou mais entusiasmo que qualquer adepto ferrenho do Freamunde.

Há jogadores de futebol que usam a fortuna para comprar propriedades dispendiosas, como carros, casas ou joias. Mas para Ansumane, a prioridade é ajudar a família que, há quatro anos, deixou para trás na Guiné-Bissau.

Um dos irmãos do jogador, Mussá Seide, de 32 anos, diz já ter perdido a conta ao número de familiares que recebem ajuda financeira de Ansumane. Na família, salvo um ou outro biscate, ninguém tem um trabalho estável. Segundo contou à Lusa, Ansumane “é o único” que os pode ajudar financeiramente.
 

Por isso, na família, todos os dias se reza pelo sucesso do jogador guineense. “Somos muitos. Precisamos muito do apoio dele. Por isso, pedimos a Deus para o ajudar na carreira”, explica Mussá.

O que mais querem é que Ausumane venha a ter a mesma sorte que Bruma, o jogador luso-guineense do Sporting que, no final de Agosto, foi vendido ao Galatasaray, na Turquia, para ganhar um milhão de euros por ano. 


Futebol como “tábua de salvação” 

O ponta-de-lança garante o sustento de quase 40 familiares. Mãe, irmãos, sobrinhos e outros membros da família dependem de Ansumane, embora já não o vejam há quatro anos.
 

“Tenho muitas saudades do Ansu”, diz a mãe, Sona Fati, 48 anos, ao falar do filho como alguém que desde muito novo batalhou para ganhar dinheiro, conseguindo vingar no futebol e assim conquistar a oportunidade de rumar a Portugal. “Ele joga direito e marca golos”, remata orgulhosa. 
 

Adilé Sebastião, guineense de 27 anos que, em 2012, abriu uma academia de futebol em Bissau, diz que naquele país “o futebol acaba por ser uma tábua de salvação para os miúdos e para as famílias”. Com 25 jovens na sua academia, diz já ter sete pupilos prontos para rumar a Portugal. 
 
Conheceu Ansumane em Portugal e aponta-o como um caso ilustrativo daquilo com que muitas famílias sonham num dos países mais pobres do mundo. “Todos os dias recebo uns dez telefonemas de pais que dizem que os filhos são talentos do futebol”, revela.

Notícia sugerida por André Luís

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