Saúde

Exoesqueleto devolve mobilidade a pessoas paralisadas

Depois de diversos testes clínicos, o exoesqueleto ReWalk já está à disposição, na Europa nos EUA e no Canadá, do público.
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Depois de diversos testes clínicos, o exoesqueleto ReWalk já está a ser comercializado na Europa, nos EUA e no Canadá. O aparelho pesa cerca de 3 quilos e vem equipado com duas perneiras com um motor elétrico que simulam o movimento de andar. 
 
Lembra-se do paraplégico que deu o pontapé de saída da Copa do Mundo 2014, em São Paulo? Esse momento foi possível graças a um esqueleto externo desenvolvido por uma equipa do médico brasileiro Miguel Nicolelis que devolveu mobilidade às pernas daquela homem.

Agora, está à disposição de qualquer pessoa um equipamento semelhante, batizado ReWalk, que dá autonomia ao movimento das ancas e dos joelhos, permitindo que os indivíduos que o ‘vestem’ consigam caminhar de forma autónoma. O exoesqueleto vem com uma mochila onde está um pequeno computador e as baterias que garantem o seu funcionamento durante pelo menos 3 horas.
 

O ReWalk foi desenvolvido pelo médico israelita Amit Goffer que ficou tetraplégico em 1997, na sequência de um acidente de viação. Motivado pela sua própria condição, o médico começou a investigar, em 2001, alternativas à cadeira de rodas.

83 mil euros

Segundo o site oficial do projeto, o equipamento já é usado em diversos centros de reabilitação para tratar pessoas paralisadas ou com outros problemas de mobilidade (como pacientes que sofreram acidentes vasculares cerebrais). Mas agora está também disponível ao consumidor direto por um valor que ronda os 83 mil euros, segundo informação avançada por sites norte-americanos. 


A tecnologia foi aprovada, no final de 2014, pela Food and Drugs Administration, entidade que aprova a introdução de soluções médicas e medicamentos nos EUA, após uma série de ensaios e testes clínicos que comprovam a sua eficácia e segurança.
 
Os estudos realizados indicam que, além da autonomia que oferece, o ReWalk proporciona melhorias a nível cardiovascular, do reforço da massa muscular, além de promover a perda de peso e a melhoria do funcionamento da bexiga.

Militar paraplégico testou equipamento

Contudo, o paciente que quiser adquirir o aparelho tem de cumprir alguns requisitos – por exemplo, deve ter um bom domínio da força dos braços e das mãos e uma boa densidade de ossos –  e terá que obter uma aprovação do seu médico pessoal. 
 

Derek Herrera, um militar norte-americano que ficou paraplégico em 2012 quando estava em combate no Afeganistão, foi um dos participantes dos ensaios clínicos e será o primeiro cidadão dos EUA a usar o equipamento, diz a ReWalk em comunicado de imprensa. 

“Vejo isto como um importante marco para as pessoas que se encontram na minha situação e que assim têm a oportunidade de voltar a andar além de usufruírem de todos os benefícios de saúde que o ReWalking proporciona”, sublinha o capitão Herrera no mesmo comunicado. 

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