Saúde

EUA: Jovem paraplégico recupera movimentos

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Médicos norte-americanos conseguiram restaurar, através de elétrodos implantados na zona epidural, os movimentos das pernas de um jovem paralítico de 23 anos, avança um estudo publicado no jornal médico The Lancet.

Rob Summer, um ex-jogador de basquete, ficou paralítico da cintura para baixo, há cinco anos, resultado de um acidente de carro durante o qual o outro automóvel se pôs em fuga.

No entrando, hoje em dia, Rob Summers consegue manter-se em pé durante vários minutos, assim como mexer as suas pernas, pés e dedos dos pés. O jovem readquiriu também o controlo das funções fisiológicas e sexuais.

Este avanço médico sem precedentes deve-se a um tratamento inovador, iniciado por duas universidade norte-americanas em dezembro de 2009, que se baseia na estimulação elétrica da espinha dorsal.

Há cerca de dois anos, o grupo de médicos e investigadores das universidades de Louisville, Kentucky, e da California, em Los Angeles, implantaram cirurgicamente, na zona epidural de Rob, 16 elétrodos que enviam estímulos elétricos para a espinha dorsal.

Depois, Rob foi submetido a uma fisioterapia intensiva e diária, fazendo sucessivas tentativas para se levantar, andar e mexer as pernas. Pouco tempo depois, já conseguia mexer as suas pernas e caminhar por curtos períodos de tempo. Ao fim de dois anos, conseguiu finalmente manter-se em pé, sem qualquer apoio, durante cerca de cinco minutos.

Neste momento, há mais quatro pessoas que aguardam para receber este tratamento piloto. No entanto, os investigadores avisam que nem sempre o estimulo eléctrico pode funcionar já que o sucesso do tratamento depende do tipo de paralisia.

No caso de Rob, apesar da ausência total de movimento, o jovem ainda preservava uma ligeira sensibilidade nos membros inferiores, daí o estímulo ter funcionado.

Rob, no início, nem queria acreditar, mas agora aceita o progresso. “Depois de quatro anos sem conseguir mexer, sequer, os dedos do pé, ter a liberdade de me manter em pé sozinho é uma sensação maravilhosa”, salienta o jovem citado pela BBC.

Clique AQUI para aceder ao estudo do The Lancet.

[Notícia sugerida por Alice Quintas  e Patrícia André]

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