Negócios e Empreendorismo

Empresa portuguesa restrutura praça de Beirute

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A partir de 2012 uma das principais praças de Beirute (Líbano) vai estar decorada com motivos dos tapetes de arraiolos. O projeto é liderado pela PROAP (Estudos e Projetos de Arquitetura Paisagística) que venceu um concurso promovido por uma empresa libanesa.

O concurso – cujo objetivo é dar uma nova dinâmica à Praça Khan Antoun Bey – teve início no ano passado. Depois de três fases de seleção, nas quais Portugal competiu com equipas dos Estados Unidos e França, foram os portugueses que arrecadaram o 1º lugar.

“A PROAP classificou-se em primeiro lugar na competição internacional para o projeto da praça Khan Antoun Bey, localizada na zona norte dos souks da cidade de Beirute”, anuncia o site do núcleo de estudos português.

Para chegarem ao projeto final, a equipa da PROAP, teve de efetuar uma profunda pesquisa sobre métodos de controlo da temperatura em espaço exterior. Isto porque uma das exigências do concurso é a conjugação de elementos de água que evidenciem a antiga localização da praça. De facto, no passado a zona era banhada pelo Mar Mediterrâneo.

Criar um novo espaço de lazer

A empresa que lançou o concurso, a Solidere, pretendia uma solução que desenvolvesse aquela zona da cidade transformando a praça Khan num ponto de ligação entre o centro antigo da cidade e a New Waterfront, explica o site da empresa libanesa.

Mais ainda, dada a importância daquela praça no que diz respeito à afluência de pessoas todos os dias, era importante criar um espaço icónico onde várias pessoas pudessem encontrar-se.

“Aquilo que se pretendia era efetivamente construir um espaço de praça, construir um espaço relacional, onde se conseguisse ativar relações sociais’, referiu João Nunes à Lusa.

Tapetes de arraiolos feitos de pedra

O grupo português criou um projeto que associa elementos de água, vegetação e pedra. “A praça é dividida em duas áreas principais, uma praça mais baixa e outra mais alta. A transição entre os dois locais é feita por uma plataforma onde as pessoas podem passear e descansar”, escrevem os organizadores do Solidere.

A pedra surge com uma forma ondular, em alguns pontos, onde as pessoas se podem sentar. A pavimentar a zona vão estar tapetes de arraiolos, feitos em pedra.

“Cortar a pedra de maneira a recriar padrões de tapetes e conseguir que o padrão da pavimentação fosse um pouco como aqueles efeitos de sobreposição mais ou menos caótica de vários tapetes. E os padrões que escolhemos para os tapetes, tentando evocar uma possibilidade de relação entre os tapetes de Arraiolos e uma origem fenícia, foram os tapetes de Arraiolos”, revelou o português.

O preço final do projeto ainda não está definido, mas João Nunes adianta à Lusa que “não deverá custar menos de 4 milhões de euros”.

[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes]

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