Saúde

Descoberta substância que poderá travar Parkinson

Uma equipa de cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, identificou uma combinação de drogas com o potencial de atrasar a progressão da doença de Parkinson. Um estudo pioneiro na área.
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Uma equipa de cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, identificou uma substância com o potencial de atrasar a progressão da doença de Parkinson. Um estudo pioneiro na área. 
 
O estudo foi conduzido pelo Sheffield Institute for Translational Neuroscience (SITraN) e serviu-se das células da pele de pessoas com a doença. No total foram testadas mais de 2.000 combinações de drogas, com o objetivo de perceber qual seria capaz de fazer com que as mitocôndrias (organelas celulares responsáveis pela produção de energia vitais para as células nervosas) afetadas pela doença voltassem a funcionar.

“As mitocôndrias agem como um gerador de energia em todas as células do nosso corpo, incluindo o cérebro. O seu mau funcionamento é um dos principais motivos pelos quais as células cerebrais morrem com a doença de Parkinson”, explica um comunicado oficial da universidade. 

Depois de cinco anos de testes, a equipa afirma que o ácido ‘ursodeoxycholic’ (UCDA) é uma das drogas que pode ajudar no tratamento de Parkinson. “Trata-se de uma droga legal que tem sido usada clinicamente no tratamento de certos tipos de doença hepática”, avança o comunicado. 

“Pela primeira vez, começámos a identificar drogas que vão tratar o Parkinson – possivelmente retardar ou parar a sua progressão – em vez de tratar apenas alguns sintomas. Isto aproxima-nos da nossa meta final que é encontrar a cura para o Parkinson”, sublinha em comunicado Kieran Breen, diretor do departamento de Pesquisa e Inovação da ‘Parkinson’s UK’, associação que financiou o estudo.


Esta doença “é muito mais do que um distúrbio no movimento”, explica Oliver Bandmann, um dos responsáveis pelo estudo da SITraN, já que pode também gerar depressão, ansiedade, distúrbios intestinais, entre outros problemas.

 

O objetivo é avançar agora para um ensaio que permita  testar “a segurança e a tolerância” desta substância em doentes com Parkinson e “descobrir qual é a dose necessária para assegurar que a droga chega à parte do cérebro onde a doença se desenvolve.”


De acordo com a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson, estima-se que esta doença afete cerca de 20 mil portugueses. Segundo um estudo da mesma entidade realizado em 2011, os portugueses têm algumas características genéticas que poderão potenciar a doença.
 
O financiamento esteve a cargo da associação de caridade ‘Parkinson’s UK’, em colaboração com a Universidade de Trondheim, na Noruega. Os resultados do estudo inovador foram publicados no jornal de neurociência, ‘Brain Today’, em Setembro. 
 
Clique AQUI para ver o comunicado da Universidade de Sheffield.
 
 
 

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