Ciência

Cientistas criam novo manto da invisibilidade

Um grupo de cientistas europeus criou uma espécie de manto tridimensional capaz de esconder objetos por meio da emissão de ondas de luz, o que pode significar que em pouco tempo será possível tornar objetos "invisíveis", tal como Harry Potter faz nas
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Um grupo de cientistas europeus criou uma espécie de manto tridimensional capaz de esconder objetos por meio da emissão de ondas de luz, o que pode significar que em pouco tempo será possível tornar objetos “invisíveis”, tal como Harry Potter faz nas suas aventuras, recorrendo ao seu manto mágico.

Os cientistas do German Karlsruhe Institute e do Imperial College London usaram um manto feito de cristais capazes de modificar o deslocamento da luz visível. O efeito é obtido quando eles a fazem “deslizar” sobre um objeto, de forma similar à água sobre as rochas no fundo de um rio.

Eles usaram o manto para esconder uma pequena saliência numa superfície de ouro e a operação funcionou como se um pequeno objeto fosse escondido sob um tapete. No entanto, nesse caso, o tapete também desapareceu.

Até hoje, somente mantos bidimensionais haviam sido criados. Em outras palavras, os objetos que se tornavam “invisíveis” em duas dimensões eram facilmente reconhecidos na terceira dimensão, destacaram os pesquisadores. O manto inventado pelos europeus é o primeiro desenvolvido em 3D.

Além de ser o único em três dimensões, o dispositivo agora anunciado é o que mais se aproxima de uma inviabilidade prática: ele funciona com comprimentos de onda entre 1,4 e 2,7 micrômetros. O olho humano observa comprimentos de onda entre cerca de 0,4 e 0,7 micrômetros (ou 400 e 700 nanômetros).

“Por agora, esses dispositivos são uma comprovação do que as transformações óticas são capazes”, disse Tolga Ergin, coordenador do estudo.

Ergin destaca, porém, que ainda serão necessários anos de pesquisa para algo do tamanho de uma pessoa possa ser ocultado pela nova descoberta. “É difícil saber o que o futuro reserva, mas o caminho definitivamente está trilhado e as possibilidades são muitas”, sublinhou o cientista.

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