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Chernobyl pode transformar-se em zona turística

O antigo ministro para as Situações de Emergência ucraniano defendeu a transformação de quase três mil quilómetros quadrados de território poluído com a radioatividade libertada durante o a
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"Hoje é necessário legitimar esse tipo de turismo radical. Os meios conseguidos com isso poderiam ser reunidos num fundo para a recuperação dos territórios poluídos", sublinhou David Jvania, cuja opinião é partilhada por um número crescente de ucranianos.

Neste momento, governos de todo o mundo estão a angariar verbas para o financiamento de um novo sarcófago, em cimento armado, que impeça mais fugas de radioatividade do reator avariado durante os próximos cem anos.

No total, 28 Estados deram a sua contribuição. A Comissão Europeia disponibilizou o montante mais generoso (143 milhões de euros). Estados Unidos e Reino Unido também doaram 123 e 50 milhões, respetivamente. Já o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento anunciou a doação de 172 milhões.

A 26 de abril de 1986, a explosão do reator número quatro da central de Chernobil, na Ucrânia – a maior central nuclear soviética -, desencadeou o maior acidente nuclear da história, lançando para a atmosfera radioatividade equivalente a entre 100 e 500 bombas atómicas como a de Hiroshima.

A explosão matou 62 pessoas, mas os efeitos nocivos da radiação acabariam por provocar a morte de mais de 100 mil pessoas. Chernobil é hoje uma "cidade fantasma".

A Ucrânia propõe desativar por completo a central e o território adjacente em 2018 e "enterrar para sempre" as 200 toneladas de combustível nuclear que continuam armazenadas na central.

[Notícia sugerida pela utilizadora Patrícia Guedes]

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