Saúde

Caminhar ajuda a combater a depressão

Uma simples caminhada pode ter um papel importante no combate à depressão, revela um estudo das universidades britânicas de Stirling e Edinburgh, divulgado esta semana na revista Mental Health and Physical Activity.
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Uma simples caminhada pode ter um papel importante no combate à depressão, revela um estudo das universidades britânicas de Stirling e Edinburgh, divulgado esta semana na revista Mental Health and Physical Activity.
 
Embora os benefícios do exercício físico intenso – para a saúde mental e física – estejam amplamente difundidos, os efeitos de atividades físicas simples como caminhar ainda não estavam devidamente analisados. Por isso, a equipa avançou com este estudo que confirma os benefícios mentais de atividades tão simples como uma caminhada.
 
Para chegar a esta conclusão, os investigadores analisaram e interpretaram dados de oito pesquisas que estudaram o impacto da prática da caminhada num total de 341 pacientes.
 
“Descobrimos que caminhar tem um impacto significativo nos sintomas da depressão e que pode ser tão eficaz como outro tipo de atividade física”, afirma em comunicado uma das investigadoras que liderou a pesquisa, Roma Robertson, da Universidade de Stirling.
 
Comparando com outro tipo de desporto, a caminhada tem a vantagem de poder ser praticada pela maioria das pessoas, de não ter custos monetários, e de ser facilmente incorporada na rotina diária.
 
Os investigadores admitem, no entanto, que será necessário fazer mais estudos sobre o assunto para perceber, por exemplo, com que frequência a caminhada deve ser realizada para ter os melhores resultados.
 
Estudo português tratou doentes depressivos com exercício
 
Estes dados vêm confirmar os resultados alcançados por um estudo pioneiro realizado, no ano passado, pelo Hospital Magalhães Lemos, a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e a Universidade do Minho, segundo o qual o exercício físico é um importante aliado da medicação no que toca ao tratamento da depressão.

O projeto, coordenado pelo psiquiatra Jorge Mota Pereira, quis provar que o exercício físico liberta “substâncias químicas cerebrais idênticas às dos medicamentos” usados no tratamento da depressão, nomeadamente serotonina, noradrenalina e dopamina.
 
Dos 33 doentes envolvidos neste estudo, com depressão moderada a grave, 26% atingiram a remissão e 21% registaram melhorias significativas com apenas 45 minutos de caminhada por dia.

Clique AQUI para consultar o comunicado da Universidade de Stirling.

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