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Birmânia: Aung San Suu Kyi eleita deputada

Depois de duas décadas de oposição ao regime birmanês e muitos anos em prisão domiciliária, a Nobel da Paz e líder da oposição na Birmânia, Aung San Suu Kyi, foi eleita deputada nas legislativas deste domingo.
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Depois de duas décadas de oposição ao regime birmanês e muitos anos em prisão domiciliária, a Nobel da Paz e líder da oposição na Birmânia, Aung San Suu Kyi, foi eleita deputada nas legislativas parciais deste domingo. Após o anúncio, centenas de pessoas festejaram a vitória em frente à sede do partido Liga Nacional pela Democracia (LND).

“Aung San Suu Kyi conseguiu 82 por cento dos votos” na circunscrição rural de Kahwmu, declarou à agência noticiosa francesa AFP um elemento da LND, Tin Oo, antes da divulgação dos resultados oficiais.

Segundo Tin Oo, Aung San Suu Kyi venceu em todas as assembleias de voto daquela circunscrição. Um outro responsável do partido indicou que a LND conseguiu pelo menos 11 lugares, entre os quais o da famosa dirigente.

Em frente à sede da Liga em Rangum, centenas de apoiantes de Aung San Suu Kyi e da LND exprimiam a sua alegria gritando e cantando.

Nestas eleições intercalares estavam em disputa 45 lugares (44 dos quais contavam com candidatos da LND): 37 na câmara baixa do parlamento (de um total de 440), seis na câmara alta e dois em câmaras regionais.

Aung San Suu Kyi congratulou-se com a “vitória do povo”

Reagindo aos resultados, a líder da oposição da Birmânia, Aung San Suu Kyi, congratulou-se esta segunda-feira com a “vitória do povo” nas legislativas parciais.

“É normal que os membros e apoiantes da LND estejam felizes neste momento”, disse a Nobel da Paz em comunicado, alertando, porém, que “palavras, comportamentos e ações que possam prejudicar e entristecer outros partidos e pessoas devem ser evitados completamente”.

A comunidade internacional encara estas eleições como um teste às reformas do governo “civil” birmanês, que substituiu a junta militar em Março de 2011, embora os militares continuem a controlar o país.

Por causa das suas atividades políticas, Suu Kyi viveu grande parte dos últimos 22 anos em prisão domiciliária. A líder do LND – filha de Aung San que foi um herói nacional, general e político birmanês – foi libertada em Novembro de 2010 da sua última detenção domiciliária, quando celebrava o seu 66º aniversário.

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