Cultura

Arquitetura: Ateliê português vence concurso da ONU

O ateliê S&F - Sítios e Formas, em Coimbra, venceu um concurso lançado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para desenhar o mais jovem Arquivo Nacional do mundo, no Sudão do Sul.
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O ateliê S&F – Sítios e Formas, em Coimbra, venceu um concurso lançado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para desenhar o mais jovem Arquivo Nacional do mundo, no Sudão do Sul.  
 
A empresa portuguesa foi a eleita entre cinco finalistas a concurso, sendo as outras candidaturas oriundas da França, Holanda, Espanha e EUA, sendo que a equipa vencedora contou com nove elementos do ateliê luso, cujo trabalho foi realizado em parceria com três colegas do Sudão do Sul. 

Organizado pela UNOPS (United Nations Office for Project Services), o concurso internacional visava dotar o Sudão do Sul, país formado há dois anos, de um edifício que preserve as suas memórias documentais e reforce a sua identidade nacional

O projeto luso tem por base uma cobertura icónica com jardins de som, que resulta numa “integração perfeita na paisagem envolvente”. Conta ainda com “uma estética evocativa dos traços culturais emblemáticos do mais jovem país do mundo, marcando um sentimento de afirmação e identidade”.

Segundo José Oliveira, responsável da Sítios e Formas, o objetivo era que o edifício fosse “muito funcional, com um espaço capaz de tratar e analisar os vários registos do património cultural do Sudão do Sul”. Em declarações à Lusa, o responsável acrescenta que era igualmente importante “garantir a sustentabilidade do edifício, bem como uma componente estética que tenta representar as aspirações de um país novo”, independente desde 2011.

As cores usadas “pretendem refletir um ambiente de unificação”, sendo que o material dominante “é a pedra”, de encontro a  “uma realidade muito local, em que se aproveita a pedra de uma montanha próxima e a utilizam para todo o tipo de construções”.

Destaque ainda para “o mobiliário urbano”, que será colocado numa zona aberta, pretendendo que, com determinados movimentos do vento ou a partir do sopro, se crie “um jardim de sons”.

O edifício deverá ser construído em 2014, em Juba, capital do Sudão do Sul, numa iniciativa que conta com o financiamento do governo norueguês, o governo sul-sudanês e a UNESCO.

Saiba mais sobre o Arquivo Nacional do Sudão do Sul, projetado por Portugal, AQUI.

Notícia sugerida por Lídia Dinis

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