Ciência

Açores: Submarino vai investigar vida marinha

A Fundação Rebikoff-Niggeler, instituição sediada no Faial e dedicada à investigação subaquática, está a construir um submarino tripulado capaz de descer até mil metros de profundidade, onde espera encontrar as grandes lulas que alimentam as baleias.
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[Foto: © Alberto Garcia Quesada]

A Fundação Rebikoff-Niggeler, instituição sediada no Faial e dedicada à investigação subaquática, está a construir um submarino tripulado capaz de descer até mil metros de profundidade, onde espera encontrar as grandes lulas que alimentam as baleias.

Com 7,5 metros de comprimento e 2,65 metros de altura, o “Lula 1000”, que deve estar pronto em 2011, vai substituir o “Lula 500”, atualmente utilizado pela fundação mas que apenas pode operar até aos 500 metros de profundidade. Espera-se, por isso, que o novo submarino, com capacidade para três tripulantes e equipado com tecnologia de ponta, abra novas perspetivas de investigação sobre o fundo do mar.

Os trabalhos de investigação subaquática aumentaram substancialmente há cerca de uma década, depois da construção do “Lula 500”, que permitiu, entre outras, a descoberta de ostras com mais de 500 anos no mar dos Açores.

Os investigadores da instituição pretendem agora chegar aos 1000 metros de profundidade, onde esperam realizar o sonho antigo de documentar a existência de lulas grandes nos Açores.

Segundo Joachim Jakobsen, responsável pela fundação, se existem no arquipélago muitos cetáceos, também existirão grandes lulas de que se alimentam.

“Vamos mergulhar mais para sul do Faial e do Pico para tentar encontrar as lulas grandes. Já vimos e filmámos muitas vezes lulas de profundidade comuns daqui, com tamanho até cerca de um metro, mas, entre os 500 e os 1000 metros de profundidade, vivem lulas de tamanho maior, das quais os cachalotes se alimentam”, afirmou à agência Lusa.

A Fundação Rebikoff-Niggeler foi criada em 1994, como forma de homenagem à vida e obra de Ada e Dimitri Rebikoff, considerados pioneiros no desenvolvimento de tecnologia subaquática a nível mundial. Este último desenvolveu o primeiro flash eletrónico portátil e a primeira “scooter” submarina, considerada a primogénita dos atuais ROV (Remotely Operated Vehicle).

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