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Abrigo da 2.ª Guerra Mundial transformado em horta

Ervas exóticas, brócolos, cebolinhos, alho, rabanete ou coentros estão a crescer numa horta a cerca de 30 metros de profundidade do solo. Dois empresários britânicos criaram uma horta subterrânea num antigo abrigo da Segunda Guerra Mundial, em Londre
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Ervas exóticas, brócolos, cebolinhos, alho, rabanete ou coentros estão a crescer numa horta a cerca de 30 metros de profundidade do solo. Dois empresários britânicos criaram uma horta subterrânea num antigo abrigo da Segunda Guerra Mundial, em Londres.

Debaixo da atual estação de metro de Clapham North, com 10 mil metros quadrados de comprimento, os britânicos criam diversos vegetais. Richard Ballard e Steven Dring utilizam lâmpadas LED de baixa energia e passaram os últimos 18 meses a realizar ensaios dentro dos túneis para que a primeira produção esteja pronta já em Março.

 
Estes agricultores urbanos esperam que os primeiros produtos comecem a ser vendidos para restaurantes e supermercados britânicos já no final do ano. Esta iniciativa tem o aval do Chef Michael Roux Jr que se tornou um dos parceiros do projeto que até já tem marca criada: Growing Underground.
 
“Quando visitei os túneis e provei os produtos deliciosas que crescem lá fiquei encantado. O mercado para este produto é enorme”, revela o Chef Michael Roux em declarações ao jornal Daily Mail.
 
O abrigo foi construído em 1942 e equipado com beliches, posto médico, cozinhas e saneamento com o objetivo de acomodar até 8.000 pessoas. No entanto, 12.000 pessoas chegaram a ocupar os túneis durante um bombardeamento que ocorreu a 24 de Julho de 1944.
 
Atualmente, para fazer crescer o cultivo, a temperatura dos túneis é mantida a 16 graus célsius, enquanto os produtos agrícolas são cultivados em plataformas de três camadas. Numa segunda fase, os empresários planeiam criar cogumelos e tomates.
 
Os britânicos utilizam ainda filtros especiais para manter o ar no abrigo livre de pragas o que evita o uso de pesticidas. “Integrar a agricultura no ambiente urbano faz sentido e estamos muito contentes por o termos conseguido”, revela Ballard.

Notícia sugerida por António Resende

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