Gastronomia

80 histórias da culinária mundial em livro

Sabe qual a origem dos ovos moles? E do Pudim do Abade de Priscos? O crítico gastronómico Fortunato da Câmara revela estas e outras curiosidades na obra "Os Mistérios do Abade de Priscos".
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Sabe qual a origem da receita Bacalhau à Gomes de Sá? E a dos ovos moles? E do Pudim do Abade de Priscos? O crítico gastronómico Fortunato da Câmara revela estas e outras curiosidades na obra “Os Mistérios do Abade de Priscos”, um delicioso livro com 80 histórias da gastronomia.

Um pudim de ovos com toucinho é a mais conhecida, e única, obra de um pároco de uma aldeia minhota, escrita e cozinhada de cor há mais de 100 anos pelo palato de milhares. São 15 gemas de ovo, uma calda de açúcar com 50 gramas de toucinho fresco e vinho do Porto, uma forma forrada com caramelo, uma hora ao lume em banho-maria – paciência e gulodice – e já está!

O criador desta guloseima foi Manuel Joaquim Machado Rebelo, mais conhecido como Abade de Priscos. Um homem de alguns mistérios, um deles, o desaparecimento do livro de receitas que pensava publicar no final dos seus dias.

“Os Mistérios do Abade de Priscos”, editado pela Esfera dos Livros, não é um livro de História, nem um livro de receitas. É um livro onde o crítico gastronómico Fortunato da Câmara revela, depois de uma exaustiva pesquisa, histórias desconhecidas e curiosidades de algumas iguarias que estamos habituados a degustar sem questionar o porquê da sua designação, a sua origem geográfica ou as personagens ligadas à sua criação.

Aqui ficará a conhecer esta e outras aventuras do mundo culinário, como a origem da lasanha, a “mãe” das massas italianas, que, na realidade, nasceu numa cozinha grega. Ou dos famosos scones que acompanham os ingleses no elegante chá das cinco mas que parecem ter tido uma origem rudimentar por terras da Escócia.

E as tirinhas de bife com natas, a que chamamos Strogonof, que são um prato cuja origem remete para uma das mais importantes famílias aristocratas da Rússia, de apelido Stroganov. 

No total, são 80 pedaços da História que se podem “saborear” sem dar uma única dentada. Como diz Francisco Seixas da Costa, no prefácio da obra, “um leitor atento não voltará a olhar da mesma forma para a lista de um restaurante, em Portugal ou em outros lugares do mundo, após ter lido este livro”. 

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