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“Vou ser pai”: Um guia para a nova paternidade

No livro "Vou ser pai", o pediatra Mário Cordeiro aborda todas as dúvidas que podem surgir aos casais que "estão grávidos".
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No seu novo livro “Vou ser pai – Guia de Gravidez para os homens que as mulheres também vão querer ler“, o pediatra Mário Cordeiro oferece uma noção holística da gravidez, desde a sua evolução histórica às questões médicas, passando pelas eventuais complicações, os hábitos alimentares, as técnicas de parto e até os direitos dos pais… Na realidade, todas as dúvidas que podem surgir aos casais “grávidos”.
 
por Patrícia Maia

A par da expectativas e da felicidade, será inevitável que os futuros pais vivam momentos de  ansiedade, afinal, está para chegar um novo ser que está inteiramente à sua responsabilidade e que irá mudar, definitivamente, as rotinas, trazendo novos deveres, novos sentimentos e desafios.
 
Neste verdadeiro “manual de sobrevivência”, o pediatra Mário Cordeiro simplifica e desmistifica os maiores desafios que podem surgir no caminho do pai e da mãe, com uma linguagem acessível, pontuada de humor e intercalada com testemunhos reais do seu consultório. O livro vem ainda com um bónus: pequenos excertos de poemas e textos de vários autores como Jorge de Sena, Sérgio Godinho, Adriana Calcanhoto, entre outros.

Em “Vou ser Pai”, Mário Cordeiro, professor auxiliar da Faculdade de Ciências Médicas da Nova e fundador da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), começa por recuar na história para demostrar o drástica evolução que a noção de paternidade (e maternidade) tem sofrido nos últimos anos, em todas as sociedades, mas sobretudo em Portugal.

Image and video hosting by TinyPicA Guerra Colonial, a democracia e outros processos da sociedade portuguesa, revolucionaram o modelo de pai enquanto “mero” símbolo de autoridade e sustento. Ao mesmo tempo, a mãe assumiu novas responsabilidade para além do lar. Tudo isto alterou a estrutura das famílias oferecendo ao pai mais oportunidades de expressar a sua “vertente maternal” e de desempenhar um papel mais determinante no futuro dos seus filhos.
 
“Os homens deixaram de ser uns trogloditas insensíveis para serem amorosos com os filhos, gostarem de cuidar deles, pensarem que eles são, quer o nosso passado, como o nosso presente e o nosso futuro, a nossa garantia de eternidade, mesmo que, por vezes, nos apeteça 'estrafegá-los'”, explica o pediatra em entrevista ao Boas Notícias.
 
Os pais também engravidam
 
A ciência já provou que os pais também “engravidam”. Não geram propriamente um bebé dentro deles, mas durante a gestação da mãe as suas hormonas também se alteram – nomeadamente a prolactina, a hormona da maternidade – o que reforça uma empatia única entre pai e mãe.  
 
O pediatra aponta estas provas científicas mais recentes, para afirmar que “a gravidez é uma situação gerada por duas pessoas (…) e, portanto, é normal que seja vivida pelos dois, mesmo que o bebé esteja apenas na barriga de um”. “Está demonstrado que a gravidez gera alterações hormonais, sentimentais e físicas no homem num fenómeno que já foi apelidado de Síndroma de Couvade”, reforça.
 
Hoje em dia ainda há diferenças entre a noção e mãe e pai, avisa o pediatra, o “pai é crescimento, exteriorização, empreendedorismo, ação, dias úteis, trabalho, ousadia… Em contraste com a mãe, que simboliza casa, lar, lazer, descanso, segurança, férias, fins-de-semana”. Mas todos estes significados “surgem na forma de puzzle, ou seja, muitas outras figuras vão entrando, e o pai está também no puzzle-mãe e vice-versa”, salienta Mário Cordeiro.
 

Image and video hosting by TinyPicÉ este envolvimento cada vez mais amplo que leva os pais – homem e mulher – a procurar a paternidade e a maternidade perfeita. No entanto, avisa Mário Cordeiro, os pais “não são nem nunca serão perfeitos, felizmente”. “Há muitas dúvidas, mitos e ideias feitas, umas que passaram de geração para geração, outras que circulam nas redes sociais e nos mails”, avisa o pediatra, que é pai de cinco filhos.
 
Pequenos deuses ou pequenos Homens?
 
Relativamente à educação do “pequeno deus” que acaba de nascer, há vários conselhos para deixar aos futuros pais. Mas para Mário Cordeiro o mais importante é que “não tenham medo de amar os filhos, que os protejam e eduquem, que os sintam como prioridades, embora não os deixando ser 'um buraco negro que tudo absorve'. Afinal, “vivemos para ser felizes na Terra, e não apenas para prestar contas aos deuses”.

A vida do casal vai “mudar, e muito, e não vale a pena dizer o contrário ou fingir que tudo ficará como dantes. Não! O que não quer dizer que não se possa, ou até deva, 'regar todos os canteiro' do jardim complexo que é a nossa vida, desde a relação conjugal até à vida profissional, social, familiar”, acrescenta o pediatra.
 
Para conseguir esta proeza de conciliar todas as facetas da vida familiar, social e profissional, diz Mário Cordeiro, é essencial “viver a gravidez em amor, cumplicidade e união” até porque “uma grávida feliz e calma terá menor risco de complicações e de doenças – como acontece em todas as fases da vida”.

Além de “Vou ser Pai”; o pediatra já editou dezenas de outras obras, entre elas “O Grande Livro dos Medos e das Birras”, “O Grande Livro do Bebé” (com mais 20 mil exemplares vendidos), “O Livro da Criança” (15 mil exemplares) e “1333 Perguntas para fazer ao seu pediatra”. O principal objetivo deste novo livro, conclui Mário Cordeiro, “é conseguir uma parentalidade (e uma gravidez) mais tranquila e preenchida”.

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