Sociedade

Vila Real: Loja Solidária vende roupa a um euro

Em Sabrosa, Vila Real, há uma loja que vende roupa a um euro. Com o propósito de ajudar as famílias mais carenciadas da vila, a loja solidária está aberta desde Fevereiro do ano passado e tem tido cada vez mais procura.
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Aqui, as peças de vestuário custam apenas um euro ou até menos. Com o objetivo de ajudar as famílias mais carenciadas de Sabrosa, Vila Real, um grupo de amigas abriu, há cerca de um ano, uma loja solidária que tem tido cada vez mais procura.

por Sara Cunha
 

A ideia de abrir este espaço surgiu da necessidade de dar um futuro às dezenas de sacos de roupa que existiam no armazém de um edifício da Cruz Vermelha Portuguesa, onde durante alguns anos funcionou uma creche e uma lavandaria.

Durante cinco anos, as pessoas com mais dificuldades financeiras dirigiam-se ao edifício onde lhes era aberta a porta e podiam levar a roupa que precisassem. Mas há cerca de um ano a creche fechou e deixou para trás muita roupa. 
 


Uma professora, uma farmacêutica e uma funcionária da Segurança Social, todas reformadas, decidiram voluntariamente pegar nos sacos de roupa e abrir uma loja de venda ao público. Mas esta não é uma loja qualquer. 
 
Em declarações ao Boas Notícias, Maria José Gonçalves (primeira a contar da esquerda, na foto principal), revela que “o preço da roupa para adulto tem o valor simbólico de um euro, enquanto a de criança custa apenas 50 cêntimos”.

 
“A loja é arrendada à Cruz Vermelha Portuguesa e, embora muito pequena, dá para ajudar as pessoas mais carenciadas”, revela Maria Gonçalves. O dinheiro das vendas serve para pagar a renda. A loja solidária de Sabrosa está aberta todas as terças e sextas-feiras das 15h até as 17h.

Algumas roupas ainda têm etiqueta
 

Segundo a voluntária, a roupa de mulher é a que tem mais procura sendo que a de homem será a que tem menos saída. Já a roupa de criança é a que existe em maior quantidade. Os clientes podem levar a roupa para experimentar em casa e devolver caso não sirva. Para além de roupa, também há brinquedos, calçado e cobertores. 
 
“Quando sabemos que são pessoas muito carenciadas não há preço. Há pessoas que levam dez peças e pagam cinco”, explica Maria Gonçalves, que estima que cerca de cinco pessoas por dia visitem a loja, embora esse número tenha vindo a crescer.
 
A maior parte das pessoas que frequentam a loja solidária tem dificuldades financeiras, sobretudo devido ao desemprego que tem vindo a aumentar na vila transmontana.
 
No entanto, ainda há pessoas que, embora precisem, evitam dirigir-se à loja. “Talvez por vergonha, há pessoas que já nos conhecem e vêm falar diretamente connosco. Pedem-nos roupa e nós damos. Compreendemos que às vezes há situações muito complicadas”, acrescenta.
 
Atualmente cada vez mais gente conhece a loja e muitas entregam roupa que já não utilizam. A triagem da roupa é realizada pelas voluntárias que se certificam que esta esteja em bom estado sendo que, “muitas peças ainda vêm com etiqueta”.

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