Saúde

VIH: Investigação portuguesa pode ajudar a criar vacina

Uma equipa de investigadores portugueses realizou um estudo que revela porque motivo o Vírus Imunodeficiência Humana (VIH) se torna resistente aos anticorpos.
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Uma equipa de investigadores portugueses realizou um estudo que revela porque motivo o Vírus Imunodeficiência Humana (VIH) se torna resistente aos anticorpos. A investigação pode ajudar a criar uma vacina contra a doença e vai ser apresentada durante o iMed 5.0, o maior congresso científico português, que está a decorrer na Universidade Nova de Lisboa.

O estudo deverá ser um contributo importante para o desenvolvimento de uma vacina para o VIH-2 e poderá também vir a ser útil no desenvolvimento de uma vacina para o VIH-1 na medida em que foi identificada a região do vírus contra as quais se produzem os anticorpos.

A equipa descobriu que há uma zona do invólucro do vírus resistente que é o alvo de ação dos anticorpos e que se altera com o contacto com esses anticorpos.

A equipa é coordenada por Nuno Taveira, cientista premiado e investigador da Faculdade de Farmácia da Universidade Nova de Lisboa. O investigador, citado num comunicado enviado ao Boas Notícias, explica que para este estudo um conjunto de doentes VIH-2 foi seguido durante 4 anos de forma a analisar a evolução da resposta do organismo ao vírus.

“A doença progrediu para SIDA apenas em quatro indivíduos”, explica o cientista. “Nestes doentes apareceram vírus resistentes aos anticorpos, que ganharam a capacidade de infetar novas células”, acrescenta no comunicado. 

Tanto o VIH1 como o VIH2 são vírus da Imunodeficiência Humana, capazes de provocar a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). No entanto, o VIH-1 é mais agressivo. O período assintomático de infeção é, em média, de 10 anos para o VIH-1 e de 30 anos para o VIH-2.
 
De acordo com o comunicado da universidade, “o VIH-2 infeta atualmente cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente em países da África Ocidental, bem como países que tiveram ligações coloniais como é o caso de Portugal, França e Espanha.”

 
Os último dados do estudo vão ser apresentados no iMed 5.0, que está a decorrer, durante o fim-de-semana, na Universidade Nova de Lisboa.
 
O iMed – Innovating Medicine Conference é organizado, anualmente, pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (AEFCML). A edição deste ano acontece entre os dias 11 e 13 de Outubro e conta com a participação de quatro pémios Nobel para discutir o futuro da Medicina.

Clique AQUI para mais informações sobre o evento.

 
 

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