Saúde

Vacina contra o Ébola testada com sucesso

Foi testada com sucesso, em humanos, uma vacina experimental contra o vírus do Ébola, anunciou, esta quarta-feira, um grupo de cientistas internacionais.
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Foi testada com sucesso, em humanos, uma vacina experimental contra o vírus do Ébola, anunciou, esta quarta-feira, um grupo de cientistas internacionais. A substância, desenvolvida pela farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), não causou efeitos secundários graves e produziu uma resposta imune nos voluntários.
 
No âmbito do estudo publicado na revista científica “New England Journal of Medicine” (NEJM) a vacina intramuscular foi testada, através de ensaios clínicos, em 20 voluntários saudáveis com idades entre os 18 e os 50 anos.

Esta vacina foi desenvolvida no NIAID – National Institute of Allergy and Infectious Diseases –  e na Okairos, uma empresa de biotecnologia adquirida pela GlaxoSmithKline, e contém material genético de duas estirpes do Ébola – a do Zaire, responsável pelo atual surto na África Ocidental, e a do Sudão -, mas nenhum vírus, não podendo, portanto, causar a doença. 
 

Uma vez que é antiético expor os participantes nos ensaios ao vírus, os investigadores avaliam, em vez disso, após a vacinação, se é desencadeada, no organismo dos voluntários,  a produção de anticorpos contra o Ébola e de células-T do sistema imunitário. 
 
Metade dos indivíduos que participou no estudo recebeu uma dose baixa da substância desenvolvida e a outra metade recebeu uma dose maior. Embora todos tenham desenvolvido, em quatro semanas, anticorpos contra o Ébola, os que tomaram uma dose mais elevada produziram-nos em maior número. 

Resposta imune está a aumentar esperança dos especialistas
 

A experiência arrancou a 2 de Setembro e vai acompanhar os voluntários durante 48 semanas. O seu objetivo principal é avaliar a segurança da vacina, mas a resposta imune já obtida está a aumentar a esperança dos especialistas em relação à sua eficácia no combate à doença. 
 
“O perfil de segurança é encorajador, assim como a constatação de que uma maior dose da vacina induziu uma resposta imune muito comparável àquela que protegeu, completamente, animais de laboratório do Ébola”, afirmou, citado pela Reuters, Anthony Faucy, investigador do National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), nos EUA, que está a conduzir os ensaios clínicos. 
 
Saliente-se que outra vacina da GSK contra a estirpe Zaire está a ser submetida a testes de segurança em Inglaterra, no Mali, e na Suíça, estando também a ser testada uma terceira, da NewLink Genetics, em Maryland, nos EUA, e que vai ser adquirida pela Merck.
 
Em Janeiro deverão, também, arrancar os primeiros testes de uma vacina contra o Ébola da responsabilidade da Johnson&Johnson.

Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na revista NEJM (em inglês).

Notícia sugerida por Maria Pandina

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