Ciência

Útero: Novo tratamento elimina lesões pré-cancerígenas

Um estudo realizado nos EUA revela que a combinação de duas vacinas distintas é eficaz no tratamento de lesões associadas a um alto risco de cancro do colo do útero. As 12 mulheres que participaram na investigação, iniciada em 2008 e concluída em 201
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Um estudo realizado nos EUA revela que a combinação de duas vacinas distintas é eficaz no tratamento de lesões associadas a um alto risco de cancro do colo do útero. As 12 mulheres que participaram na investigação, iniciada em 2008 e concluída em 2012, ficaram livres de lesões.
 
Para realizar a investigação, a equipa do centro Johns Hopkins, nos EUA, recorreu a 12 mulheres com lesões ligadas a uma determinada estirpe do Vírus do papiloma humano (HPV16) que indicavam alto risco de cancro de colo do útero. 
 
Para tentarem tratar as lesões, os investigadores administraram às mulheres três doses de vacina ao longo de um período de oito semanas. A primeira paciente foi tratada em 2008 e a última em 2012. Os resultados da investigação foram publicados em Janeiro no jornal Science Translational Medicine.
 
A equipa usou dois tipos de vacinas: uma construída com moléculas de ADN geneticamente modificado que ensinam o sistema imunitário a reconhecer as células afetadas pelo HPV16 (e que são potencialmente malignas) e outra vacina com um vírus não contagioso que atinge e mata essas mesmas células. 
 
Sete semanas depois da terceira vacina ter sido administrada, a equipa removeu, cirurgicamente, as zonas do colo do útero afetadas pelas lesões de HPV16. Os investigadores fizeram testes ao sangue e aos tecidos do colo do útero (no início e no final da vacinação), para compararem a resposta imunitária.

Pacientes ficaram livres de lesões
 
Os investigadores confirmaram que, depois das vacinas, nenhuma das participantes voltou a desenvolver lesões pré-cancerígenas. A equipa revela ainda que foram encontrados elevados níveis de células CD8 T, considerada a célula ‘assassina’ do sistema imunitário.
 
Os investigadores também mediram a reação dos genes das células do útero em três das pacientes e encontraram um aumento da atividade de vários genes associados à ativação do sistema imunitário.
 
Na análise dos tecidos “encontrámos alterações drásticas no sistema imunitário do colo do útero, que não eram evidentes nas análises sanguíneas dos pacientes”; diz em comunicado Connie Trimble, professora de ginecologia e obstetrícia do centro Johns Hopkins.
 
Em breve, o centro Johns Hopkins espera realizar uma nova investigação com mais 20 pacientes para testar a mesma combinação de vacinas, à qual pretende acrescentar a utilização de um creme tópico para reforçar, ainda mais, a resposta imunitária.
 
A investigadora Trimble salienta que é importante continuar a analisar diretamente as reações do tecido afetado pelo HPV aos tratamentos, em vez de recorrer a análises sanguíneas que podem não ser suficientemente esclarecedoras.
 
O HPV16 é responsável pela origem da maior parte dos cancros do útero, da vagina, no ânus e também dos cancros do pénis. Em Portugal, o cancro do colo do útero afeta 1 em cada 5 mulheres portuguesas sendo que a vacina contra o HPV foi incluída no Plano Nacional de Vacinação em 2008.

Notícia sugerida por Maria da Luz

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