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Universidade dos EUA alarga ensino de Português

A Universidade do Michigan, no nordeste dos EUA, está a preparar-se para aumentar a sua oferta de estudos portugueses com uma nova licenciatura dupla em Português e Espanhol e um programa específico para alunos de doutoramento.
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A Universidade do Michigan, no nordeste dos EUA, está a preparar-se para aumentar a sua oferta de estudos portugueses com uma nova licenciatura dupla em Português e Espanhol e um programa específico para alunos de doutoramento já no próximo ano letivo.
 
Em declarações à Lusa, o responsável pelos programas, Fernando Arenas, um norte-americano que se apaixonou pelo Português ao ouvir uma rádio portuguesa em onda-curta na Colômbia, o país de origem dos pais, contou que a Universidade já tem um bacharelato em língua portuguesa.
 
“Os alunos têm a possibilidade de aprender a língua e estudar música, cinema e literatura lusófona. No próximo ano letivo terão a possibilidade de completar uma licenciatura conjunta em Espanhol e Português e haverá um programa específico para alunos aceites em doutoramento”, contou o responsável.
 
Fernando Arenas foi o mentor da criação do programa de Português na Universidade do Minnesota, também nos EUA, tendo sido contratado, em 2011, para criar um programa semelhante nesta última instituição de ensino.

“A descoberta da língua portuguesa despertou-me o interesse não apenas pela língua, mas também pela cultura de Portugal e de todos os países de expressão lusófona”, justificou.

Festival de cinema ajuda a promover lusofonia
 

Atualmente, Arenas está também a organizar o Lusophone Film Festival, um festival de cinema que é “apenas o primeiro passo” de uma estratégia  para aumentar a expressão de Portugal naquela região e que vai mostrar não apenas filmes portugueses, mas também de Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau e Angola naquela universidade norte-americana.
 
O festival, que está a realizar-se pela primeira vez desde 12 de Setembro, data em que arrancou com o filme brasileiro “Girimunho”, dos realizadores Clarissa Campolina e Helvécio Martins, termina a 5 de Dezembro com “O Grande Kilapy”, um filme angolano da autoria de Zezé Gamboa.
 
Segundo Fernando Arenas, a iniciativa, que tem tido uma adesão “excelente” e um “público maioritariamente americano”, assume-se como “uma forma de publicitar a oferta da universidade” no campo do Português e “de levar a cultura lusófona a um público mais alargado”
 
Ao longo das 12 semanas do festival serão exibidos sete filmes, sendo que todas as mostras são acompanhadas por uma introdução feita por um professor relacionada com o tema da película.
 
“Todos os filmes foram lançados entre 2010 e 2012, são filmes menos conhecidos, não comerciais, e abordam questões sociais, políticas e históricas dos países onde foram filmados”, revelou o norte-americano.
 
De Portugal foi escolhido o muito premiado filme “Tabu”, de Miguel Gomes, exibido no passado dia 10 de Outubro e que motivou “uma discussão muito interessante sobre os seus méritos estéticos e as questões coloniais”.
 
Fernando Arenas garantiu ainda à Lusa que a aposta na cultura lusófona não deverá ficar por aqui. “No futuro, queremos realizar eventos específicos relacionados com Portugal e a sua cultura. Queremos criar uma presença do Português nesta zona do Michigan, onde não há uma comunidade forte de portugueses e luso-descendentes. Queremos chamar a atenção para a vitalidade da língua e da sua cultura”, concluiu.

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