Inovação e Tecnologia

UMinho cria robôs que “aprendem” e detetam erros

Investigadores lusos criaram robôs capazes de desempenhar ações por iniciativa própria e interagir com os humanos. O projeto foi finalista do Silver Jubilee Video Award, prémio que distingue o que de melhor se fez na robótica nos últimos 25 anos.
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Investigadores da Universidade do Minho (UMinho) desenvolveram robôs que são capazes de desempenhar ações por iniciativa própria e interagir com os seres humanos. O trabalho efetuado no âmbito do projeto europeu IP JAST chegou à final do prémio mundial Silver Jubilee Video Award, que distingue o que de mais notável se fez na robótica nos últimos 25 anos.

Estes robôs inteligentes têm a capacidade de antecipar ações, ter iniciativas próprias, detetar erros e ainda colocar questões às pessoas com quem interagem. O projeto é inovador na área da eletrónica e mostra-nos como é possível que um robô consiga “aprender” com aquilo que observa.

Em comunicado enviado ao Boas Notícias, a UMinho explica que o desenvolvimento deste trabalho teve como objetivo “descodificar o processo neurológico que é ativado quando as pessoas trabalham em equipa para depois ser aplicado em robôs”. As máquinas desenvolvidas pelos investigadores portugueses conseguem prever as intenções do parceiro humano e tomar as suas próprias decisões.

Estela Bicho, coordenadora do projeto, conta que, por ser “dotado de um cérebro constituído por circuitos neuronais artificiais”, este robô consegue “processar as ações observadas ao longo dos exercícios como se estivesse a fazê-las ele próprio”.


Veja acima o vídeo de apresentação deste projeto português

Robô “lê” intenções e antecipa os comportamentos humanos

A professora do Departamento de Eletrónica Industrial da universidade portuguesa esclarece que esta máquina inteligente é capaz de analisar “o que o outro faz, não só para imitação, mas também para escolher a função complementar mais adequada àquela que está a observar”.

Para além da capacidade de aprendizagem, o robô ARoS consegue compreender o contexto em que se encontra, o que lhe permite antecipar os comportamentos do humano, “ler as suas intenções” e “não se deixar enganar por terceiros”.

Estela Bicho salienta que estas máquinas “estão longe dos robôs de ficção científica que andam, falam e pensam. Ainda assim, o projeto JAST contribuiu para dar um passo importante na interação entre humanos e robôs, tornando-a mais natural e eficiente”.

O trabalho desenvolvido pela UMinho foi finalista do Silver Jubilee Video Award, prémio atribuído no âmbito da  25ª Conferência Internacional em Robôs e Sistemas Inteligentes. Realizado em Outubro, na região do Algarve, o prémio “visou distinguir projetos que assinalassem um marco na História da robótica e dos sistemas inteligentes nos últimos 25 anos a nível mundial”.

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