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Um elogio à cortiça portuguesa no Wall Street Journal

Num extenso artigo dedicado à versatilidade e ao vasto potencial da cortiça, o Wall Street Journal (WSJ) cita diversos protagonistas portugueses da indústria para demonstrar que a cortiça é um material do presente e do futuro, ultrapassando largament
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Num extenso artigo dedicado à versatilidade e ao vasto potencial da cortiça, o Wall Street Journal (WSJ) cita diversos protagonistas portugueses da indústria para demonstrar que a cortiça é um material do presente e do futuro, ultrapassando largamente a sua aplicação nas rolhas das garrafas.

Da arquitetura à escultura, passando pela gastronomia, pelo design de equipamentos e pela indústria aeronáutica e espacial, o jornalista John Krich garante que a cortiça “é imparável”. Citando Guta Moura Guedes, diretora da Bienal da ExperimentaDesign de Lisboa, o artigo refere que a cortiça é “tao flexível e amiga do ambiente” que tem tudo para se tornar a “ferramenta do século XXI”.

Vasco Magalhães, da empresa portuense Arquitectos Anónimos que aposta na cortiça para revestir os edifícios que desenha, conta ao jornalista que há alguns anos atrás tinham que “subir montanhas para convencer os clientes” a usar cortiça já que este não era considerado um material de excelência. “Agora, a cortiça é como a febre de sábado à noite”, acrescenta o arquiteto.

John Krich  salienta que a maior parte do material vem de Portugal, país responsável por metade da produção mundial de cortiça e que exporta dois terços para o resto do mundo, sendo que neste momento a cortiça representa 11 por cento das exportações nacionais.

Inovação e sustentabilidade

O artigo destaca também a aposta que tem sido feita na inovação deste material, dando o exemplo da Corticeira Amorim que desafia designers de elite a dar novos usos à cortiça. Foi o caso, por exemplo, do pavilhão da Serpentine Gallery, em Londres, que usou a cortiça portuguesa como elemento estruturante deste conceituado programa mundial de arquitetura, uma escolha do gabinete de arquitetura Herzog & de Meuron e do artista plástico chinês Ai Weiwei.

Outro exemplo referido é a edição deste ano do concurso internacional de design promovido pelo museu alemão Vitra Design e pelo centro de design francês Domaine de Boisbuchet onde o desafio foi criar novas peças a partir de cortiça.

“Fiquei espantado pela variedade de usos que se podem dar à cortiça”, refere o diretor do programa Alexander von Vegesack, citado pelo WSJ, acrescentando que este material “não produz desperdícios pelo que encaixa nas exigências atuais de produtos ecológicos.”

O jornalista avança como exemplos de outras aplicações de cortiça: trelas para cães (como aquela que foi oferecida a Barack Obama na conferencia da NATO em Lisboa), malas idênticas à que Hillary Clinton levou para casa na mesma visita, chapéus-de-chuva, bolas de futebol, cadeirões, material de cozinha, objetos de decoração e até berços para bebés. 

“Apenas o começo”

Mas John Krich avisa que este é “apenas o começo” uma vez que a cortiça está a ser testada noutras áreas. Por exemplo pela Embraer, na indústria aeronáutica, para melhorar a eficiência e a segurança de aviões, enquanto a Mercedes-Benz criou uma “luxuosa carroceria” com acabamentos em cortiça.

O artigo refere ainda o exemplo da NASA que aplica cortiça nas cápsulas espaciais para melhor a sua capacidade de isolamento térmico, salientado que as possíveis aplicações do material, no futuro, são infindáveis.

O jornalista John Krich sublinha que a cortiça portuguesa “venceu a batalha” contra as tampas e as embalagens de plástico que dominaram a indústria dos vinhos e a indústria alimentar nos anos 90. A aposta das campanhas nacionais na sustentabilidade e na qualidade do produto, convenceram os mercados alterando a perceção mundial e tornando a cortiça “o material do futuro”.

Clique AQUI para ler o artigo do WSJ.

[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes]

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