Ambiente

UE bane pesticidas mortais para as abelhas

Os esforços para proteção das abelhas deram agora resultados depois de a União Europeia ter conseguido proibir três pesticidas nocivos que põem em risco a continuidade desta espécie de inseto. A proposta foi aprovada por maioria esta segunda-feira.
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Os esforços para proteção das abelhas deram agora resultados depois de a União Europeia (UE) ter conseguido proibir três pesticidas nocivos que põem em risco a continuidade desta espécie de inseto. A proposta foi votada esta segunda-feira e contou com o voto favorável de 15 dos 27 estados-membros da comissão.

A medida será aplicada nos países europeus ao longo dos próximos dois anos, sendo que depois desse período será necessário cumprir uma revisão da lei. A partir de 1 de Dezembro deste ano o uso dos pesticidas será considerado ilegal por constituir uma ameaça à sobrevivência da espécie em causa.

Os produtos químicos pertencem à classe dos neonicotinóides, um tipo de pesticida que tem vindo a provocar o descontentamento das principais organizações mundiais ambientalistas e de instituições europeias que afirmam que o número da população mundial de abelhas está em declínio.

Para além dos estados-membros que votaram contra esta medida de proteção ambiental, entre os quais Portugal está incluído, os Estados Unidos da América contestam a decisão e afirmam que o declínio advém de uma outra combinação de fatores. Ainda assim, a UE garante que existem evidências científicas que estes produtos causam a morte das abelhas.

A rejeição do clothianidin, do imidacloprid e do thiametoxam – pesticidas do grupo dos neonicotinóides – esteve em cima da mesa no passado dia 29 de Abril mas, por não ter existido uma maioria representativa, a medida foi de novo a votos este mês.

Em comunicado na sua página oficial, a Comissão Europeia defende que os pesticidas clothianidin, imidacloprid e thiametoxam são um “risco alto e agudo” para as abelhas que se encontram “expostas ao pó existente em plantações de milho, cereais e girassóis”. 

A população mundial de abelhas está em declínio há mais de 10 anos

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (ASAE) tem vindo a promover uma campanha de promoção para a proteção das abelhas, onde está incluída a rejeição deste tipo de pesticidas.

Por serem “criticamente importantes para o ambiente”, esta organização europeia tem lutado ao lado da vontade de várias instituições de proteção ambiental do mundo para conseguir garantir a continuidade de uma espécie que é determinante para o equilíbrio natural do meio ambiente.

“Contribuem para a saúde e o bem-estar dos seres humanos diretamente através da produção do mel, de outros alimentos e de matérias como o pólen, cera para processamento de alimentos, própolis e um conjunto de geleias que constituem um suplemento dietético e alimentar”, explica a ASAE no seu site oficial.

Estima-se que o número total da população mundial de abelhas tem vindo a decrescer nos últimos 10 ou 15 anos, tendo sido registados “perdas incomuns de colónias”, em países como a França, Bélgica, Suíça, Reino Unido, Países Baixos, Itália, Espanha e na América do Norte.
 

Notícia sugerida por Maria Sousa, Patrícia Guedes e Carla Neves

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