Sociedade

Trocar de Casa: Passar férias sem gastar dinheiro

É um fenómeno a nível mundial. Longe dos hóteis e do negócio do turismo, a troca de casa é uma opção cada vez mais recorrente para passar férias. Portugal não foge à regra e o número de adeptos deste tipo de intercâmbio não pára de crescer.
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É um fenómeno a nível mundial. Longe dos hóteis e do negócio do turismo, a troca de casa é uma opção cada vez mais recorrente para passar férias. Portugal não foge à regra e o número de adeptos deste tipo de intercâmbio não pára de crescer.

por Margarida Cruz
 

O conceito tem mais de 20 anos e tem por base o intercâmbio e a partilha entre pessoas dos quatro cantos do mundo. O processo é simples: basta fazer parte de uma das muitas comunidades online que já existem para este tipo de turismo. 
 
O Boas Notícias falou com António Batista, responsável pela versão portuguesa do maior site de trocas de casa a nível mundial – o HomeExchange (em português, TrocaCasa) – que conta atualmente com cerca de 300 utilizadores registados. 

Há vários anos adepto deste tipo de turismo, António já ofereceu casa em Portugal a pessoas de todo o mundo em troca de estadia nas suas próprias casas. Durante uma ou duas semanas, a casa de António torna-se a casa daqueles que quiserem vir passar férias a Portugal. Em troca, a casa de quem ocupou a de António, passa a ser a do português. 
 

“É um tipo de conforto e de privacidade que não encontramos num hotel, por muito bom que ele seja”, conta o responsável. “Temos uma casa só para nós, o nosso espaço, com tudo, tal e qual como em Portugal. A bagagem que temos de transportar é mínima, porque, no fundo, não precisamos de mais nada a não ser roupa.”

Poupar e viver os costumes locais
 

Segundo António Batista, são as famílias que mais recorrem a este tipo de turismo, nomeadamente em períodos de férias escolares. “Hoje em dia, pagar um hotel para três ou quatro pessoas, durante uma ou duas semanas, é cada vez mais difícil. Com a troca de casa, poupa-se na estadia e no aluguer de automóvel – porque normalmente deixa-se o carro à disposição de quem ocupa a casa.”
 
A poupança é o fator que atrai mais adeptos para o sistema de troca de casa. “Muitos aproveitam para ir mais longe, a destinos a que, de outra forma, não podiam ir. A partir do momento em que conseguem lá alojamento, deixam de ter essa despesa e podem investir em viagens para destinos mais longínquos.”
 
O cenário torna-se ainda mais atrativo para quem gosta de fazer parte de uma comunidade local, em vez de a conhecer e de se apresentar como turista. 

“Conhece-se muito mais gente, sabe-se muito mais sobre os hábitos e costumes de um sítio. Não tem nada a ver com o ficar num hotel, sair à rua com guias ou conhecer o local com base nos folhetos turísticos. Vive-se muito mais o espírito e cultura de cada sítio, porque é como se fizessemos parte dele”, conta António ao Boas Notícias.

Mais de 46 mil membros no HomeExchange
 

Para ter este tipo de experiências, basta aderir a uma comunidade online. Todas, por regra, exigem um pagamento anual ou trimestral. Em Portugal a TrocaCasa requer o pagamento de 35,40€ por ano ou, em alternativa, 17,85€ por cada três meses a quem estiver inscrito. 
 
Uma vez feito o registo, é garantido o acesso a um vasto catálogo de ofertas de casas para troca. Atualmente são já mais de 46 mil os membros inscritos provenidentes dos 154 países aderentes. Em 2012 foram feitas mais de 75 mil trocas e, desde o início de 2013, que são registados 100 novos membros por dia na comunidade.
 
Depois de escolhido o destino mais interessante, resta entrar em contato com o utilizador e chegar a acordo. A troca não tem de ser simultânea e as datas podem não coincidir, ficando o tempo de estadia em crédito para ser, mais tarde, aproveitado por quem ofereceu a casa.
 
Em Portugal, o conceito tem vindo a ganhar destaque mas ainda provoca alguma estranheza. “Vai muito da cultura de cada país. Cá, não há tanta abertura para este tipo de turismo como noutros países. As pessoas estranham e retraem-se quando pensam em ceder a própria casa a outras pessoas”, conclui António.

Veja abaixo o trailer do filme “O Amor Não Tira Férias”, lançado em 2006, que catapultou a troca de casa para as bocas do mundo. Esta comédia romântica conta a história de duas mulheres que viram na troca de casa (e de país) uma oportunidade para mudar as suas vidas.
 

Para além do TrocaCasa, Portugal conta ainda com outra plataforma de trocas: o Intervac. Funciona nos mesmos moldes que a primeira e dispõe de um vasto catálogo de casas espalhadas pelo mundo, disponíveis para troca durante as férias. 

Clique AQUI para aceder à página de Facebook do TrocaCasa e AQUI para aceder à página de Facebook do Intervac Portugal.

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