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Timorenses começam a sair da pobreza extrema

Nos últimos três anos praticamente 10 por cento da população timorense deixou de viver em situação de pobreza extrema. O objetivo agora é que um maior investimento das receitas petrolíferas possa melhorar ainda mais a situação económica do país.
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Nos últimos três anos praticamente 10 por cento da população timorense deixou de viver em situação de pobreza extrema. O objetivo agora é que um maior investimento das receitas petrolíferas possa melhorar ainda mais a situação económica do país.

Os números são do Banco Mundial e o cálculo é feito pelo governo timorense com base no censo feito à população, durante 2010, segundo o qual cerca de 96 mil pessoas saíram da pobreza extrema, ou seja 10 por cento dos habitantes de Timor-Leste.

Apesar das “agruras da ocupação, da guerra, das autoridades transitórias, da incerteza e instabilidade” e das crises registadas desde 2002, Timor-Leste é hoje em dia uma “nação cada vez mais móvel e estável, que emerge da pobreza”, afirma o porta-voz do Governo, Ágio Pereira, num comunicado emitido em janeiro.

“Cerca de 96 000 pessoas saíram de uma situação de pobreza extrema, fruto dos 1,4 mil milhões de dólares (1,04 mil milhões de euros) de despesa pública que resultaram numa diminuição de nove por cento na pobreza, invertendo a tendência de subida revelada em 2007, quando a pobreza tinha atingido o seu máximo de 50 por cento”, lê-se no texto.

O Governo timorense afirma que “o desemprego caiu a pique” e considera que há melhorias a registar no sector da saúde, nomeadamente no que respeita à crianças e grávidas.

O Executivo destaca ainda que “quase um em cada dois lares tem actualmente acesso a água potável” e que o número de casas com electricidade aumentou 12 por cento desde 2003.

“O crescimento económico de Timor-Leste em 2009 (12,9 por cento) foi o mais elevado da região e um dos dez mais elevados em todo o mundo durante os anos de 2008 e 2009”, acrescenta o responsável.

Grande parte destes resultados resultam das receitas do petróleo, que dispararam em 2010, num aumento de 38 por cento em relação a 2009, tendo atingido o “valor recorde” de 2,172 mil milhões de dólares (1,627 mil milhões de euros).

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