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The Lingerie Restaurant

Uma refeição com sedução
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Ao longo de treze anos o restaurante The Lingerie apenas esteve disponível na cidade do Porto, porém, desde fevereiro deste ano, Lisboa passou a ter um espaço homónimo.

Filomena Francisco desafiou o fundador da marca e proprietário do The Lingerie Restaurant Porto, Luís Almeida, a “exportar” a sua visão para a capital portuguesa.

O fascínio da psicóloga organizacional e empresária pelo conceito, que alia erotismo e gastronomia, começou há dez anos atrás, quando residiu na Invicta e visitou o local.

No Lingerie “posso divertir-me na noite sem estar sempre a deslocar-me de um lado para o outro, entre restaurantes e bares”, podemos “passar uma noite muito agradável, esquecendo por “segundos” o mundo do outro lado da porta”, sublinha Filomena Francisco que investiu 150 mil euros e criou dez novos postos de trabalho.

As tonalidades vermelhas e negras do restaurante, com uma iluminação ténue, apelam à sensualidade e à sedução. Os clientes são convidados a envolverem-se numa atmosfera única onde os sentidos são aguçados por todo um ambiente erótico.

O paladar e o olfato são estimulados pela ementa exclusiva, renovada de seis em seis meses a partir da consultoria externa do Chef José Alexandre. Os três menus disponíveis – Silver, Gold e Premier – têm pratos muito sugestivos. Começamos nos Preliminares (entradas), passamos pelas Vias de Facto (pratos principais) e terminamos na Ménage à Trois (sobremesas), sem esquecer o acompanhamento das bebidas. A visão e audição são ativadas pela passagem dos empregados, trajados com lingerie e roupas provocantes, mas também pelos bailarinos que animam o espaço com as suas danças eróticas cheias de ritmo e luz. Por fim, pode fazer uso do tato se o semáforo o permitir. O bailarino(a) poderá dar alguma exclusividade a um cliente específico durante alguns segundos.

Luís Almeida esclarece que “apesar do erotismo inerente ao conceito, há uma fronteira que jamais ultrapassamos”. “Temos o cuidado de interpretar a vontade do cliente. Fazemo-lo intuitivamente, mas também através de códigos simples e eficazes. Por exemplo, em cada mesa há três cartões – verde, laranja e vermelho – conforme o cartão deixado visível, os bailarinos podem aproximar-se e interagir (verde), podem aproximar-se com moderação (laranja) ou simplesmente não se aproximam (vermelho)”, acrescenta.

Sobre o tipo de pessoas que procuram o The Lingerie Restaurant, Luís Almeida identifica grupos que querem festejar aniversários, despedidas de solteiro/a, aniversários de casamento, festas de divórcio, entre outros.

Depois de ter trabalhado em navios de cruzeiro, viajando pelo mundo inteiro, o autor da ideia encontrou na Austrália um conceito que adaptou para Portugal e assim nasceu o primeiro The Lingerie Restaurant, no Porto, em 2004. Apesar de inicialmente os clientes serem maioritariamente homens, Luís Almeida refere que hoje são sobretudo mulheres e casais, sendo “elas” a liderar no momento da reserva, principalmente na organização de jantares de grupo. No caso dos jantares a dois, os números estão a mudar, ou seja, 51% são reservas efetuadas no feminino e 49% no masculino.

Luís Almeida refere que há muitos casais que vêm todos os meses, “a maioria com 15, 10, 25 anos de casamento. Já realizámos muitas bodas de prata. Inclusive, celebrámos uma boda de ouro organizada pelos filhos do casal”.

Seja por mera curiosidade ou por simples interesse e vontade de usufruir de uma experiência diferente e inovadora, a verdade é que todos os que visitam o The Lingerie ficam surpreendidos porque reconhecem a originalidade do conceito, bem diferente do que a noite do Porto e Lisboa têm para oferecer.

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