Ambiente

Tailândia promete acabar com o comércio de marfim

A primeira-ministra da Tailândia comprometeu-se, no passado domingo, a acabar com o comércio de marfim naquele país, respondendo aos pedidos crescentes dos grupos internacionais de conservação da Natureza para travar a morte dos elefantes.
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A primeira-ministra da Tailândia comprometeu-se, no passado domingo, a acabar com o comércio de marfim naquele país, respondendo aos pedidos crescentes dos grupos internacionais de conservação da Natureza, desesperados na tentativa de pôr um travão na morte dos elefantes africanos para venda, muitas vezes ilegal, daquele material.
 
Num discurso efetuado durante a abertura da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, que decorreu em Bangkok, Yingluck Shinwatra prometeu alterar as leis tailandesas, que, devido às suas falhas, têm permitido o comércio (e tráfico) de dentes de marfim não só no interior do país, mas para outras nações, em particular a China, o destino por excelência do tráfico ilegal de marfim.
 
Atualmente, acredita-se que a Tailândia seja o segundo maior mercado mundial com maior incidência deste problema, algo que os responsáveis governamentais admitem querer alterar.
 
“Vamos trabalhar no sentido de efetuar correções na legislação nacional com o objetivo de pôr um fim à venda de marfim e de ficar em conformidade com as normas internacionais”, afirmou Shinawatra, citada pelo New York Times. “Esta medida vai ajudar a proteger todas as espécies de elefantes, nomeadamente os africanos e os elefantes selvagens e domésticos da Tailândia”, acrescentou.
 
O anúncio, que deixou satisfeitos os ambientalistas, impõe uma pressão adicional sobre a China, muito criticada por permitir o comércio de marfim a um nível tão amplo que, segundo os especialistas, tem contribuído de forma decisiva para os valores de caça ilegal de elefantes nas últimas décadas.
 
Desde o início de 2012, dizem os ambientalistas, mais de 32.000 elefantes foram assassinados por caçadores ilegais interessados no seu marfim. Embora muito deste material acabe na Tailândia, a maioria viaja até à China, onde é transformado em diversos objetos valiosos.
 
Apesar da promessa deixada perante o mundo, Shinawatra não estabeleceu um prazo para a alteração da lei, um pormenor que preocupa os grupos conservacionistas, que alertam que a Tailândia vem dizendo, há vários anos, que irá modificar a legislação, mas sem quaisquer efeitos.

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