Mundo

Sexagenário investiga cancro após perder a mulher

Depois de ter perdido a mulher para um tipo raro de cancro no ovário, um canadiano de 60 anos decidiu voltar à universidade para estudar oncologia om o objetivo de dar continuidade à luta da falecida esposa contra a doença e de encontrar uma cura.
Versão para impressão
Depois de ter perdido a mulher para um tipo raro de cancro no ovário, um canadiano de 60 anos decidiu voltar à universidade para estudar oncologia. Com o objetivo de dar continuidade à luta da falecida esposa contra a doença e de encontrar uma cura, Powel Crosley estreou-se na ciência e acaba de conquistar uma bolsa de investigação.
 
Desde 2010 que Crosley é o estudante mais velho da Universidade de Alberta, no Canadá, e, por vezes, até já houve quem pensasse que era professor. Regressar à escola foi uma tarefa difícil, em particular porque a sua história académica passava pela Geografia e o percurso profissional pelas Tecnologias da Informação.
 
Porém, motivado pelo desejo de descobrir um tratamento para outras pacientes com tumores das células da granulosa do ovário, a doença que, em 2009, roubou a vida à mulher, Sladjana Crosley, quando tinha apenas 58 anos, o agora cientista fez dois cursos introdutórios de oncologia e bioquímica e o seu empenho valeu-lhe um convite para integrar o laboratório universitário.
 
Sladjana é, também, a inspiração deste sexagenário por outras razão: a mulher de Crosley era, ela própria, uma engenheira química com ampla experiência e debruçou-se durante anos sobre a investigação da doença, tendo mesmo criado uma fundação – a Granulosa Cell Tumour Research – para a sua divulgação. 
 
“O lema dela era: a resposta está no laboratório”, conta Crosley, citado pela agência The Canadian Press. “Ela era muito persistente em relação às coisas em que acreditava e eu estou, basicamente, a completar a sua missão. Quero provar que ela estava certa”, confessa.

Crosley é “uma inspiração para outros cientistas”
 

Recentemente, Crosley foi mesmo galardoado com uma bolsa de 60.000 dólares (cerca de 45.600 euros) para dar continuidade à investigação, uma conquista que reflete os esforços que tem desenvolvido e que são reconhecidos por Mary Hitt, professora de oncologia e coordenadora do laboratório onde trabalha.
 
“Ele tem sido uma inspiração para outros cientistas graças à sua dedicação. É muito motivado, muito interessado no que se passa, em novas terapias, em tentar novas soluções”, elogia a cientista, citada pela The Canadian Press, acrescentando que Crosley é o único a fazer investigação nesta área e assegurando que o sexagenário se tem superado dia após dia. 
 
O atual projeto do canadiano passa pela análise da possibilidade de aplicação de um novo fármaco desenvolvido na Universidade de Illinois, nos EUA, para o tratamento de outros cancros, no combate aos tumores das células da granulosa do ovário. 
 
“Às vezes, encontramos as respostas indo contra a corrente ou pensando sobre as coisas de uma forma diferente”, finaliza Crosley, que acredita que, no seu caso, não ter conhecimentos anteriores na área da ciência tem sido uma vantagem.

Notícia sugerida por António Resende

Comentários

comentários

PUB

Live Facebook

Correio do Leitor

Mais recentes

Passatempos

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close