Em Destaque Lifestyle

Sapatilhas solidárias no combate à violência doméstica

A marca de calçado portuguesa Josefinas une-se à APAV na luta contra a violência doméstica
Versão para impressão

 

Um problema grave, que na grande maioria das vezes ocorre em silêncio, a violência doméstica não escolhe idade, cor, estatuto social ou profissão. Dados das Nações Unidas revelam que 603 milhões de mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é considerada crime, e que 7 em cada 10 mulheres são alvo de violência física ou sexual. A organização internacional divulga ainda que mulheres entre os 15 e 44 anos correm maior risco de violência doméstica do que desenvolverem um cancro ou terem um acidente de viação. A CEO da Josefinas, Maria Cunha, reforça que “qualquer mulher pode ser vítima de violência. É extremamente provável, se não 100% garantido, que conheçamos alguém que é, ou que já foi, alvo de maus-tratos psicológicos, verbais ou sexuais. Na Josefinas, quisemos alertar para este flagelo, na grande maioria das vezes silencioso, e contribuir para a luta contra o mesmo.”

Esta segunda-feira, dia 23 de julho, a Josefinas, em parceria com a APAV, apresenta a edição You Can Leave, uma coleção especial composta por três pares de sapatilhas criadas para lutar contra a violência doméstica. A inspiração da marca portuguesa partiu das etiquetas do vestuário: “tal como uma peça de roupa trivial, parece tornar-se essencial que cada ser humano venha com uma etiqueta de ‘como cuidar’ para que não seja destruído por outra pessoa. As três sapatilhas You Can Leave partilham cinco símbolos que mostram como cuidar, e estão impressos para que ninguém se esqueça que numa relação, que deveria ter por base o amor, o cuidado e o respeito mútuo, não há lugar para violência, culpa, vergonha, intimidação ou controlo”, explica a representante da marca de calçado.

A etiqueta You Can Leave da Josefinas dá destaque ao número de mulheres vítimas de violência doméstica, à faixa etária onde é mais suscetível de acontecer e à quantidade de mulheres que vivem em países onde abusos domésticos não são considerados crime. A etiqueta também mostra os ‘cuidados a ter’ por via dos símbolos: não há lugar para a violência, culpa, vergonha, intimidação ou controlo.

Nas sapatilhas Leave (ao centro na imagem da esquerda), o Código QR está escondido, simbolizando uma relação onde existe violência doméstica, onde se vive no silêncio e na vergonha. Até abandonar o agressor de vez, em média, a vítima precisa de 5 a 7 tentativas. Por isso, junto ao Código QR encontra-se uma mensagem de esperança: You Can Leave – poderá não ser à primeira tentativa mas, numa dessas vezes, a vítima conseguirá libertar-se e abandonar o ofensor definitivamente. Créditos: Josefinas.

Por cada par de Josefinas You Can Leave vendido, a marca de calçado compromete-se a ajudar cinco mulheres vítimas de violência doméstica. O montante angariado destina-se às Casas de Abrigo da APAV para que mulheres em perigo tenham acesso a necessidades básicas, como abrigo e alimentação, e apoios jurídicos, sociais e psicológicos durante um mês. De acordo com o Responsável pela área da Violência Doméstica e de Género, e Supervisor Técnico da Rede Nacional de Casas de Abrigo da APAV, Dr. Daniel Cotrim, a parceria com a Josefinas é importante, pois é um apoio direto às vítimas que se encontram nas Casas de Abrigo. Por outro lado, é uma mensagem de força e de esperança: “há um reforço positivo de quem tomou a decisão de sair, de mudar a sua vida e de a reconstruir, que é muitas vezes complicado. Ao mesmo tempo, é dizer a outras mulheres que se encontram em processo de violência que é possível saírem, que é possível pedirem ajuda. Em Portugal, por dia, 14 mulheres são vítimas de violência doméstica, mas sabemos que estes números apenas refletem os casos denunciados. A campanha You Can Leave é uma mensagem de força e de esperança para todas as vítimas em silêncio.”

A parceria entre a Josefinas e a APAV é apoiada pelas personalidades portuguesas Ana Sofia Martins e Vanessa Martins que, através das redes sociais, fizeram uso das suas vozes para inspirarem a mudança, porque “a nossa voz é a nossa maior arma” remata Maria Cunha: “Só quando se está nos sapatos de alguém é que se compreende o quanto a dor e o sofrimento, cobertos por vergonha, nos deixam incapacitados e a sentirmo-nos vítimas sem saída. Mas há sempre uma saída e é muito importante saber que há um caminho que vem depois. You can leave; live!”

Para mais informações consulte o site em josefinas.com/pt/you-can-leave

Comentários

comentários

Pub

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close