Negócios e Empreendorismo

Revista Wired volta a destacar startup portuguesa

Mais uma vez, uma startup portuguesa está em destaque no site oficial da edição britânica da Wired. A revista, uma das maiores na área da tecnologia a nível mundial, decidiu atribuir à empresa nacional SilicoLife o título de "melhor startup da semana
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Mais uma vez, uma startup portuguesa está em destaque no site oficial da edição britânica da Wired. A revista, uma das maiores na área da tecnologia a nível mundial, decidiu atribuir à empresa nacional SilicoLife, startup da Universidade do Minho que desenvolve soluções de biotecnologia computacional para o setor de biotecnologia industrial, o título de “startup da semana”.
 
Este é mais um sinal de reconhecimento para a empresa, que tem desenvolvido projetos para o Reino Unido, Dinamarca, Suíça e EUA, com companhias do top 500 da revista “Fortune”, incluindo multinacionais e líderes no desenvolvimento de produtos químicos, polímeros e de biologia sintética, e que já ganhou o prémio nacional de inovação “Atreve-te!”, tendo sido também distinguida em Espanha pela sua apresentação no Fórum Biochem.
 
Atualmente, as receitas da Silicolife “crescem mais de 100% ao ano”, revelou, em comunicado enviado ao Boas Notícias, o diretor executivo da empresa, Simão Soares. “Estamos contentes pela distinção da Wired e por este percurso  em apenas três anos”, admite o responsável.
 
Os fundadores da startup, entre os quais, além de Simão Soares, estão Isabel Rocha, Miguel Rocha e Bruno Sommer Ferreira, deram à revista especializada uma entrevista acerca do negócio, na qual explicaram, por exemplo, que tipo de problemas resolvem, de onde surgiu a ideia para o projeto e dos principais obstáculos com que já se depararam. 


 

“A SilicoLife desenha microorganismos otimizados para a produção de compostos alvo. Olhamos para eles como uma fábrica, convertendo a matéria-prima nos produtos químicos desejados”, esclarece Simão Soares.  
 
Segundo o CEO, a empresa portuguesa cria “modelos matemáticos a partir do genoma, que funcionam como um mapa de todas as reações químicas dentro da célula” e combina esses mapas com algoritmos, “tal como um GPS, mas, neste caso, maximizando a produção dos pontos de interesse”. Ou seja, “usamos soluções robustas com evidências matemáticas, poupando tempo e recursos caros”, acrescenta Simão Soares. 
 
A SilicoLife nasceu em 2010 e foi fundada por recém-graduados do mestrado em Bioinformática e professores da UMinho na área das ciências da computação e engenharia biológica, numa época em que “a biotecnologia é cada vez mais importante, ao substituir processos químicos convencionais por biológicos, em que os organismos atuam como fábricas celulares, com superior eficiência ambiental e sustentabilidade industrial”.
 
A empresa está sedeada na incubadora SpinPark/AvePark nas Caldas das Taipas, em Guimarães, e, neste momento, dá emprego a 10 colaboradores. A startup participa também no prestigiado projeto europeu BRIGIT, que está a desenvolver “a próxima geração de biopolímeros” e está ainda a liderar um novo projeto QREN, em colaboração com os Centros de Engenharia Biológica (CEB) e de Ciências e Tecnologias de Computação (CCTC) da UMinho. 

De recordar que, já em Março deste ano, como o Boas Notícias avançou à data, a plataforma SimpleTax, desenvolvida pelos portugueses Celso Pinto e João Neves, tinha merecido o destaque da Wired, que colocou, igualmente, a startup que lhe deu origem na posição de “Melhor Startup da Semana”.

Clique AQUI para ler a entrevista dos fundadores da SilicoLife à revista Wired (em inglês).

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