Sociedade

Reformado encontra 3 mil euros e entrega-os à GNR

António Prata Rodrigues, reformado das Forças Armadas, é um exemplo de honestidade ao ter devolvido, sem hesitações, na passada quarta-feira, uma carteira que entre notas, no valor de 750 euros, e cheques já endossados, tinha o valor de mais de 3.300
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António Prata Rodrigues, reformado das Forças Armadas, é um exemplo de honestidade ao ter devolvido, sem hesitações, na passada quarta-feira, uma carteira que entre notas, no valor de 750 euros, e cheques já endossados, tinha o valor de mais de 3.300 euros. O dono legítimo da carteira já agradeceu o gesto.

“A honestidade não tem preço”, garante Prata Rodrigues ao Diário de Notícias. Para muitos, a tentação de ficar com tal quantia seria natural, mas para este homem natural de São Vicente da Beira, concelho do Fundão, a ideia nem lhe passou pela cabeça e rumou de imediato para a GNR entregar o que não lhe pertencia.

“Só a ideia arrepia. Nem quero imaginar a aflição que aquelas pessoas não estavam a viver. Três mil euros é dinheiro, conta António. “Eu não abdico dos meus valores. Sou deficiente das Forças Armadas e pára-quedista reformado, e o lema dos pára-quedistas é que “nunca por vencidos se conheçam”, ora eu ficar com este dinheiro seria certamente um vencido”, garante este reformada, que até adiou uma viagem a Lisboa ao oftalmologista só para entregar o dinheiro.

Confrontado pelo DN com a pergunta sobre “se o dinheiro não o ajudava a completar a reforma”, João Rodrigues responde sem hesitar: “O dinheiro dá sempre jeito, então não dá. Mas, como já disse, nunca pensei ficar com ele. Só vivo com o que é meu. A minha cabeça não me permitiria tal coisa”, concluiu.

Entretanto, a GNR do Fundão localizou o dono do dinheiro, José Dias Gonçalves, 79 anos, natural da Barroca Grande, nas Minas da Panasqueira, que naturalmente faz questão de agradecer a João Rodrigues.

“O meu pai já falou com o senhor e já lhe deu os parabéns por ser um homem honesto e recto, mas eu também vou fazer questão de lhe apresentar o meu reconhecimento”, refere Zita Teixeira, filha do homem que tinha perdido o dinheiro e que perdeu também horas de sono preocupado.

[Notícia sugerida pela utilizadora Soraia Oliveira Gomes]

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