Ciência

Rato virtual promete pôr fim a testes em animais

Investigadores do Human Brain Project (HBP) estão a trabalhar numa forma de permitir à ciência continuar a testar métodos e medicamentos sem recorrer a animais. Para isso, estão a construir um rato virtual, com o comportamento semelhante a de um rato
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Investigadores do Human Brain Project (HBP), projeto financiado pela União Europeia e liderado pela Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça, estão a trabalhar numa forma de permitir à Ciência continuar a testar métodos e medicamentos sem recorrer a animais.

Com esse propósito, os cientistas estão a construir um rato virtual cujo comportamento é semelhante ao de um rato real. Até ao momento, a equipa já conseguiu mapear cerca 200 mil neurónios de cérebro destes animais, fazendo com que a sua estimulação corresponda à parte do corpo a que estão associados. 

Tal significa, por exemplo, que tocar nos bigodes deste rato virtual ativa as partes do córtex do animal com eles relacionadas. “Replicar os estímulos sensoriais e as respostas motoras é uma das melhores maneiras de avançar com um modelo cerebral análogo a um cérebro real”, explica, em comunicado, Marc-Oliver Gewaltig, especialista em neuro-robótica e investigador principal do estudo.

De acordo com o investigador, a construção deste organismo virtual obriga a um “exercício de integração de dados”, que consiste no cruzamento de informações de um projeto paralelo, o Blue Brain Project, que está a ser feito na cidade suíça de Genebra, acerca das formas, tamanhos e conectividade dos tipos de neurónios.

O cérebro de um rato tem cerca de 75 milhões de neurónios, pelo que a construção do projeto deverá ainda demorar algum tempo até ser concluída. Ainda assim, a primeira versão do 'software' vai ser disponibilizada a colaboradores do estudo já em Abril.

O HBP está a usar dados biológicos recolhidos pelo Allen Brain Institute, em Seattle, e pelo Biomedical Informatics Research Network, em San Diego.

O rato virtual poderá permitir que as futuras investigações médicas sejam conduzidas de forma idêntica áquelas que são feitas em ratos verdadeiros. Quando o modelo estiver concluído, será disponiblizado aos cientistas de todo o mundo para pôr fim aos testes com estes animais.
 
Notícia sugerida por Maria Pandina

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