Sociedade

Quarenta sem-abrigo de Lisboa recebem casa

Quarenta pessoas sem-abrigo a viver há muito tempo nas ruas de Lisboa receberam nos últimos meses uma casa digna para morarem. "Casas Primeiro" é um projeto inovador a nível europeu. O novo modelo de integração destina-se a pessoas com doença mental
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Quarenta pessoas sem-abrigo a viver há muito tempo nas ruas de Lisboa receberam nos últimos meses uma casa digna para morarem. “Casas Primeiro” é um projeto inovador a nível europeu. O novo modelo de integração destina-se a pessoas com doença mental que, em média, vivem mais tempo na rua.

Um dos quarenta sem-abrigo que aceitou integrar o projeto, Sérgio Malveiro, de 39 anos, explicou à RTP que foi viver para a rua desde os 18 anos, fugindo de casa devido a maus tratos dos pais. Com a sua dignidade restaurada, graças às quatro paredes da pequena casa onde dorme e cozinha, a prioridade agora é encontrar um emprego.

Com a ajuda da associação, Sérgio tratou da papelada para começar a receber o rendimento mínimo. São 189 euros por mês, dos quais 30% são para pagar a renda, uma condição exigida pelo projeto. O resto é financiado pelo Instituto de Segurança Social.

O programa começou há cerca de um ano e é inovador porque separa as questões do tratamento, da formação, do emprego e da reinserção da questão da habitação. “Primeiro damos a casa, e depois é que abordamos as outras questões”, explica José Ornelas, da Associação para o Estudo e Integração Psicossocial que coordena o projeto em conjunto com o Instituto de Psicologia Aplicada.

Este modelo de reinserção social já foi aplicado em cidades como Nova Iorque (Estados Unidos) e Toronto (Canadá), tendo demonstrado elevados níveis de sucesso.

Só em Lisboa existem, segundo dados da Santa Casa da Misericórdia, cerca de 1150 pessoas sem-abrigo, na maioria homens portugueses, alcoólicos e com idades entre os 34 e os 44 anos. Um levantamento recente da equipa de rua da Câmara Municipal de Lisboa revelou que as freguesias dos Anjos (9,5 por cento) e do Socorro (8,4 por cento) são as que albergam mais sem-abrigo.

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