Sociedade

Prove: Projeto dinamiza pequenos agricultores

O Projeto "Prove - Promover e Vender" junta pequenos agricultores que não conseguiam escoar o que produziam. Os produtores criaram um sistema de venda direta ao consumidor e conseguiram assim manter-se em atividade. O Prove nasceu com o apo
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O Projeto “Prove – Promover e Vender” junta pequenos agricultores que não conseguiam escoar o que produziam. Os produtores criaram um sistema de venda direta ao consumidor e conseguiram assim manter-se em atividade. O Prove nasceu com o apoio do programa comunitário Equal. Ao fim de nove anos de existência, vive sem apoios financeiros porque é sustentável por si só.

Frutas e hortaliças acabadas de recolher são entregues diretamente ao consumidor promovendo assim uma agricultura sustentável, onde não há desperdícios. O consumidor ganha produtos horto frutícolas acabados de sair da horta, frescos, sem longas viagens, nem produtos químicos.

“São todos bons agricultores e produtores mas não sabiam o que fazer a nível comercial, então surgiu esta ideia de juntar os pequenos agricultores que vendem cabazes a preço fixo diretamente ao consumidor”, explicou à RTP a coordenadora da Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal (ADREPES), Manuela Sampaio.

O preço e o peso dos cabazes são estabelecidos por cada núcleo de produtores PROVE. Quando adere ao projeto, o consumidor escolhe, dentro do núcleo que lhe é mais próximo, qual o local de entrega que lhe é mais conveniente.

Há núcleos que têm mais do que um ponto de entrega. A partir daí, todas as semanas desloca-se ao local selecionado e, à sua espera, estará um cabaz com frutos e hortaliças organizado pelos agricultores do núcleo onde se insere.

Os agricultores colhem, assim, apenas o que já está vendido, evitando desperdícios. O Prove tem já mais de 250 consumidores que, por um preço acessível, ganham alimentos ricos em qualidade e a garantia de uma produção sem recurso a produtos químicos.

Em atividade desde 2001, o PROVE conta neste momento com cerca de 50 agricultores, com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos, integrados em dez núcleos, mas o número de aderentes está a aumentar rapidamente. Atualmente, há cerca de cinco núcleos na região Norte, quatro no Oeste e um núcleo no Alentejo.

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