Saúde

Portugueses tratam disfunção erétil com psicologia

A psicologia é tão eficaz quanto a medicação no tratamento da disfunção erétil. A conclusão é de um estudo pioneiro sobre o tratamento psicológico e farmacológico desta doença realizado, no Porto, por investigadores portugueses.
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A psicologia é tão eficaz quanto a medicação no tratamento da disfunção erétil. A conclusão é de um estudo pioneiro sobre o tratamento psicológico e farmacológico desta doença realizado por investigadores portugueses e cujos resultados foram apresentados recentemente.
 
No âmbito do estudo em causa, coordenado por Pedro Nobre, diretor do SexLab (Laboratório de Investigação em Sexualidade Humana) do Centro de Psicologia da Universidade do Porto , os cientistas compararam, diretamente, a eficácia destes dois tipos de intervenção médica em homens com disfunção erétil sem causa identificada, que foram distribuídos ao acaso por cada um dos tratamentos. 
 
De acordo com informações divulgadas, esta terça-feira, pelo portal de notícias da Universidade do Porto, o tratamento farmacológico passou pela administração diária, por um período de 12 semanas, de um inibidor da fosfodiasterase-5, substância ativa amplamente usada e testada com eficácia no combate a este problema.
 
O tratamento psicológico, por seu lado, consistiu na aplicação de uma intervenção cognitivo-comportamental em formato de grupo e incluindo o casal com a realização de sessões semanais durante o mesmo período de tempo. 
 
Segundo a instituição universitária portuense, os resultados preliminares “mostraram que os homens que foram sujeitos à terapia cognitivo-comportamental apresentaram melhorias significativas ao nível da resposta de ereção, bem como do funcionamento sexual em geral e da satisfação sexual”.
 
Para os investigadores, o elemento mais relevante do estudo foi o facto de estas melhorias terem sido tão significativas quanto a própria medicação, um resultado inédito na comunidade científica internacional. 
 
A Universidade do Porto avança que, para Pedro Nobre, que liderou o estudo, estes dados preliminares são bastante promissores, já que indicam que o tratamento da doença não tem de estar, necessariamente, dependente da medicação, existindo outras alternativas igualmente eficazes, como é o caso da psicologia. 
 
Investigadores procuram novos voluntários para o tratamento
 
Saliente-se que o estudo do SexLab vai continuar e entrará, em breve, na sua segunda fase, pelo que o laboratório está à procura de voluntários dispostos a participar na investigação e a receber tratamento gratuito para a disfunção erétil. 
 
As candidaturas ao tratamento estão abertas para todos os homens com idades entre os 18 e os 50 anos que se encontrem numa relação heterossexual há seis meses ou mais, sem psicopatologia e que não possuam problemas de saúde ou tomem medicação que interfira com a resposta sexual. 
 
Os voluntários selecionados pelo grupo de estudos portuense vão receber tratamento psicológico ou farmacológico gratuito durante um período de três meses, sendo avaliados no início, durante e no final da intervenção. 
 
A Universidade realça que os terapeutas envolvidos no tratamento psicológico são psicólogos clínicos com formação especializada em terapia sexual, reconhecidos pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.

Notícia sugerida por Maria da Luz

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