Ciência

Portuguesa desenvolve pianos de papel e gelatina

Eletrónica, tecnologia e ciência são, normalmente, assuntos sérios. Mas há uma portuguesa que está a subverter a estes conceitos, transformando estas experiências num universo fantástico onde reina a imaginação.
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Eletrónica, tecnologia e ciência são, normalmente, assuntos sérios. Mas há uma portuguesa que está a subverter estes conceitos, transformando estas experiências num universo fantástico onde reina a imaginação. O último projeto de Catarina Mota, neste momento a residir em Nova Iorque, consiste num piano eletrónico feito de papel, que dá música mesmo a sério.
 
Um piano de papel, um piano de criança feito de gelatina (Resistor JelTone), uma impressora 3D que imprime bolachas (iCookie), uma abóbora com luzes sensíveis ao toque. Estes são alguns dos mais recentes projetos que a investigadora Catarina Mota tem vindo a desenvolver em Nova Iorque (Estados Unidos).
 
Estas experiências inserem-se no âmbito do doutoramento de Catarina Mota, dedicado às práticas 'open-source', e foram desenvolvidos para o projeto OpenMaterials do qual Catarina é cofundadora. “O principal objetivo deste grupo é divulgar informação e encorajar experimentação num espírito open-source e colaborativo”, explica a investigadora ao Boas Notícias.

 

“Levar a tecnologia para além dos seus limites”

A aplicação de circuitos elétricos em materiais “domésticos” ou a utilização de hardware para conseguir produtos imprevisíveis como uma bolacha “pretende ser uma forma simples e divertida de levar crianças e adultos a se interessarem por eletrónica e pelas práticas de partilha de conhecimento que nos permitem aprender uns com os outros e dar asas à imaginação”, sublinha Catarina Mota (na foto abaixo © William W. Ward).

Image and video hosting by TinyPic“Trata-se sobretudo de uma tentativa de levar a tecnologia para além dos seus limites”, acrescenta, sublinhando que “'brincar' com o que nos rodeia é uma forma de conhecer o mundo e desenvolver a criatividade”. Catarina Mota aponta o exemplo do piano de gelatina que “as crianças adoram fazendo imensas perguntas sobre como funciona”.
 
A investigadora fez a tese de mestrado na New York University e está agora a fazer um doutoramento através da Faculdade de
Ciências Sociais Humanas da Nova com uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia ao abrigo do programa UTAustin|Portugal. 

Outros projetos

Para além disso, Catarina está também envolvida na Rede de Laboratórios AZ, uma organização sem fins lucrativos que resulta da coligação de três espaços de experimentação tecnológica: o Altlab em Lisboa, o LCD em Matosinhos e o xDA em Coimbra. Esta rede organiza semanalmente sessões de 'Lab Aberto' às quais qualquer pessoa pode assistir.
 
Por fim, Catarina Mota está também a organizar, juntamente com a norte-americana Dustyn Roberts, a terceira edição da conferência internacional Open Hardware Summit, que vai ter lugar em Nova Iorque em Setembro. Este encontro reúne anualmente especialistas de diversas áreas em torno da investigação na área do hardware 'open source'.

Clique AQUI para conhecer outros projetos de Catarina Mota.

[Artigo sugerido por Diana Rodrigues]

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