Saúde

Português cria instrumento para avaliar idosos após AVC

Há um novo instrumento que permite avaliar a atividade motora de uma pessoa idosa após um acidente vascular cerebral (AVC), o que antes só era possível com recurso a diferentes ferramentas de observação.
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Há um novo instrumento que permite avaliar a atividade motora de uma pessoa idosa após um acidente vascular cerebral (AVC), o que antes só era possível com recurso a diferentes ferramentas de observação. Este é o resultado do trabalho de doutoramento de José Cavaleiro, professor da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).

Através da recolha de informação em vários domínios, tanto psicológico, como emocional, social ou físico-funcional, este novo instrumento denominado Protocolo de Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa após Acidente Vascular Cerebral (PAMPI-AVC) vai permitir avaliar as capacidades das pessoas, após um AVC, com vista a implementar terapias adequadas a cada paciente.

Como explicou Alberto Cavaleiro, no comunicado da ESEnfC, “o PAMPI-AVC vai permitir implementar ações terapêuticas no sentido de dar respostas mais adequadas às necessidades das pessoas”, através do cruzamento de diferentes esferas de análise.

Este novo instrumento vai permitir, não só, avaliar a perceção que o doente tem das dificuldades por que passa, como a que o profissional de saúde reconhece, no sentido de verificar a existência de eventuais desajustamentos entre as necessidades do paciente e as ações terapêuticas a implementar.

Numa avaliação feita com o PAMPI-AVC a 88 pessoas idosas que sofreram acidentes vasculares cerebrais, o investigador percebeu que, uma grande maioria destas pessoas revelou uma perda de visão significativa. Dos 6,7 por cento dos doentes que revelavam dificuldades de visão antes da doença, passaram a registar-se cerca de 68 por cento.

Quanto à avaliação da componente social, o teste revelou que cerca de 45 por cento dos indivíduos se sentem perturbados com a presença de muita gente à sua volta e cerca de 24 por cento referiram sentir-se desorientados nessas situações.

Além disso, cerca de 38 por cento destas pessoas idosas, percecionaram o seu estado de saúde como mau ou muito mau, até porque, como referiu o estudo, a totalidade dos pacientes testados sentiram uma redução da força muscular, e um terço referiu sentir dores (valores superiores a 5 numa escala de 1 a 10).

Apesar de tudo, população idosa estudada tende a desvalorizar a capacidade física em relação a outros fatores, sendo que, por ordem de importância, valorizam os fatores que dizem respeito ao domínio emocional, social, psicológico e, por fim, físico-funcional.

Com a divulgação deste instrumento, o investigador espera que “das futuras ações de Enfermagem surjam ganhos em saúde mensuráveis”, que possam representar “um contributo claro, objetivo e concreto para o bem-estar individual, das famílias e das comunidades de pessoas idosas após acidente vascular cerebral”.

O PAMPI-AVC foi criado no âmbito do trabalho de doutoramento em Ciência de Enfermagem, cuja tese “Atividade motora da pessoa idosa após AVC. Desafios e contributos de Enfermagem” foi defendida no passado mês de Maio, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto.

Pode consultar mais informações AQUI.

Notícia sugerida por Patrícia Guedes

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