Negócios e Empreendorismo

Portugal consegue aumentar quotas de pesca em 6%

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Após uma longa ronda negocial em Bruxelas, Portugal conseguiu conquistar um aumento significativa das quotas da pesca, sobretudo nas espécies mais relevantes para o país: bacalhau, pescada, tamboril e verdinho.

A ministra da Agricultura saiu satisfeita das negociações em Bruxelas que se prolongaram por cerca de 16 horas. “Tudo isto reflete o poder de negociação do nosso país ao nível técnico e também ao nível político”, sublinhou Assunção Cristas.

As primeiras propostas da Comissão apontavam para uma redução global de 11% mas Portugal saiu das negociações com um aumento global de seis por cento nas suas quotas.

“Desta vez aumentámos substancialmente (as quotas), mais seis por cento na globalidade”, disse a ministra à saída da negociação cujo resultado considerou “muito positivo”. Assunção Cristas destacou particularmente a quota de bacalhau, que sobe 240 toneladas (quatro por cento).

O resultado desta maratona reflete, considerou Assunção Cristas, a aposta de Portugal na sustentabilidade das espécies. “Os dados científicos mostram que podemos ter uma pesca sustentável, que podemos pescar mais e, ainda assim, respeitar a sustentabilidade das espécies”, disse a ministra.

Ministra desvaloriza diminuição de quota

A ministra desvalorizou ainda os casos em que houve diminuição da quota, sublinhando que “são casos com pouca expressão em Portugal e em que, normalmente, não cumprimos sequer a quota que nos está atribuída e que, portanto, não nos preocupam”.

Em termos globais, Portugal saiu das negociações com um aumento nas quotas de areeiro (9%), biqueirão (10%), pescada (15%), tamboril (110%, recuperando quotas perdidas em anos anteriores), verdinho (875% em águas territoriais e 531% no sul da Bretanha e Golfo da Biscaia).

As descidas de quotas acontecem no carapau em águas espanholas (-1%), lagostim (-10%), raias (-9% nas águas territoriais e – 29% na NAFO), cantarilho (-16%), palmeta (5%), abrótea (-17%), espadarte (-15%).

Nas águas dos Açores e Madeira, a quota de carapau – que é fixada por Portugal, sobe quatro por cento, a do atum voador diminui 22% e a do atum patudo aumenta 22 por cento.

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