Ambiente

Plástico biodegradável criado com resina de pinheiros

Um simples saco de plástico é capaz de durar muito mais do que as nossas próprias vidas, contribuindo para elevados níveis de poluição. Porém, esta realidade pode estar prestes a mudar graças ao plástico biodegradável criado a partir da resina dos pi
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Um simples saco de plástico que tenha como principal matéria-prima o petróleo e que não seja reciclado é capaz de durar muito mais do que as nossas próprias vidas, contribuindo para elevados níveis de poluição. Porém, esta realidade pode estar prestes a mudar graças ao trabalho de uma equipa dos EUA que está a desenvolver plástico biodegradável a partir da resina dos pinheiros.
 
Um grupo de investigadores da Universidade da Carolina do Sul está a trabalhar em novos tipos de plásticos que são ecológicos desde a sua criação até ao momento em que são descartados, tendo como base polímeros provenientes de árvores como os pinheiros e outras coníferas.
 
As resinas obtidas pela equipa são ricas em hidrocarbonetos, o que lhes dá propriedades semelhantes às de alguns componentes do petróleo. Estes compostos químicos podem ser transformados em várias formas de plástico por meio de um processo de polimerização que, no caso das matérias-primas renováveis, está ainda muito pouco explorado.
 

“Os polímeros renováveis [como a resina] têm, atualmente, um desempenho inferior àqueles que derivam do petróleo”, explica Chuanbing Tang, professor de Química da Universidade da Carolina do Sul e coordenador da investigação, em comunicado.
 
É no sentido de aperfeiçoar esta técnica que Tang e os seus colegas estão a trabalhar, na sequência da conquista de um prémio monetário que vai permitir manter o projeto em desenvolvimento até 2018. 
 
“O nosso objetivo é compreender como as composições macromoleculares e as suas arquiteturas ditam as propriedades dos materiais que criamos”, revelou o docente. “Se conseguirmos estabelecer relações claras entre estruturas e propriedades conseguiremos obter resultados semelhantes aos que se obtêm hoje com os polímeros feitos de petróleo”, acrescentou.
 
Segundo o especialista, as moléculas derivadas da resina são particularmente valiosas, não apenas por terem estruturas moleculares rígidas que os cientistas sabem que funcionam bem para este propósito, mas também por serem mais amigas do ambiente no fim da sua vida.
 
De acordo com Tang, por serem provenientes de uma fonte biológica direta, os materiais renováveis são chamativos para os micróbios responsáveis pelo processo de biodegradação.
 
“A maioria dos plásticos de fontes não-renováveis não são biodegradáveis. Com um polímero resultante de fontes renováveis, conseguiremos criar materiais que vão degradar-se mais rapidamente, sendo menos prejudiciais para o ambiente”, concluiu.

[Notícia sugerida por David Ferreira]

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