Ciência

Planta africana rara pode ajudar a tratar cancro do rim

Uma planta rara que existe apenas em alguns países africanos pode esconder o segredo para a cura do cancro do rim. A conclusão é de um grupo internacional de investigadores.
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Uma planta rara que existe apenas em alguns países africanos pode esconder o segredo para a cura do cancro do rim. A conclusão é de um grupo internacional de investigadores, que acaba de anunciar ter descoberto que um químico presente no arbusto é capaz de matar as células cancerígenas renais.
 
O composto, a “englerina A”, pode ser obtido a partir de uma planta de nome científico “phyllantus engleri”, originária da Tanzânia, Zâmbia, Malaui, Zimbabué e Moçambique. Embora outros estudos já tivessem apontado para os benefícios do químico, só agora os investigadores conseguiram descobrir de que forma atua nas células do cancro do rim. 
 
Segundo uma equipa da Universidade de Leeds, no Reino Unido, envolvida nadescoberta, quando utilizada em quantidades muito pequenas, a “englerina A” consegue ativar uma proteína específica, a TRPC4, e a sua vizinha próxima, a TRPC5, o que desencadeia alterações no interior das células cancerígenas renais e acaba por levar à sua morte. 
 
De acordo com a investigação, cujos resultados foram publicados, este mês, na edição internacional da revista científica Angewandte Chemie, a proteína ativada pela “englerina A” forma canais que permitem a passagem iões que penetram nas células doentes e promovem mudanças decisivas. 
 
“A 'englerina A' é particularmente interessante porque é seletiva – só mata as células cancerígenas renais e alguns outros tipos de célula cancerígena. As restantes células são resistentes ao composto, pelo que acreditamos que ele tem grande potencial”, afirma, em comunicado, David Beech, que coordenou o estudo.
 
“Este é apenas, porém, o primeiro passo de uma longa jornada – os nossos estudos foram feitos em laboratório, não em pacientes, e poderão ser necessários alguns anos para desenvolver um fármaco que atue eficazmente contra estas células cancerígenas renais em humanos”, alerta o investigador. 
 
Além da Universidade de Leeds, participaram no estudo vários investigadores do Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular de Dortmund e da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha. Ambas as instituições vão, também, fazer parte da próxima fase do projeto, que passará pelo desenvolvimento do fármaco em questão.

Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo (em inglês). 

Notícia sugerida por António Resende

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