Ciência

Óculos ajudam cirurgiões a ver células cancerígenas

Uns óculos inovadores prometem revolucionar a remoção cirúrgica de tumores, uma vez que permitem aos cirurgiões visualizar com detalhe as células cancerígenas.
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Uns óculos inovadores prometem revolucionar a remoção cirúrgica de tumores, uma vez que permitem aos cirurgiões visualizar com detalhe as células cancerígenas. A inovação foi criada e apresentada, em Fevereiro, pela Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA).

Os óculos fazem com que as células malignas (injetadas com um agente de contraste) apareçam com um brilho azul, permitindo ao cirurgião uma intervenção muito mais precisa, além de reduzir o tempo de cirurgia e o número de médicos que serão necessários para remover os tumores. A revolucionária tecnologia já foi testada durante uma cirurgia no hospital Barnes-Jewish.

As células cancerígenas são dificilmente identificáveis, mesmo que estejam sob grande ampliação. Com estes óculos, os cirurgiões podem distinguir as células saudáveis das células malignas com mais facilidade, garantindo que após a cirurgia não permanece nenhum resto de tumor no paciente.

“Ainda estamos no início desta tecnologia, pelo que vamos fazer mais testes, mas temos a certeza dos benefícios que estes óculos podem trazer para os pacientes”, explica em comunicado a cirurgiã Julie Margenthaler, da Universidade de Washington, que realizou a cirurgia piloto com os novos óculos.

Margenthaler disse ainda que cerca de 20 a 25 por cento das pacientes com cancro da mama que são submetidas a intervenções para remover tumores, necessitam de uma segunda cirurgia porque a tecnologia atual não identifica com precisão suficiente a extensão das células malignas.

“A nossa esperança é que a nova tecnologia elimine ou reduza a necessidade de segundas cirurgias”, explica. Os novos óculos também já foram testados com sucesso na remoção de melanomas (cancro da pele).

Para usar a tecnologia, desenvolvida pela equipa do radiologista Samuel Achilefu, os pacientes têm de ser previamente injetados com um agente molecular que se agarra as células cancerígenas fazendo com que brilhem quando vistas com os óculos. Segundo a equipa, a tecnologia pode identificar tumores com apenas 1 milímetro.

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