Saúde

Novo tratamento provoca auto-destruição do cancro

Cientistas do The Scripps Research Institute (TSRI), nos EUA, desenvolveram um medicamento que pode revolucionar o tratamento do cancro. A nova droga consegue provocar a auto-destruição das células cancerígenas sem danificar os tecidos saudáveis.
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Cientistas do The Scripps Research Institute (TSRI), nos EUA, desenvolveram um medicamento que pode revolucionar o tratamento do cancro. A nova droga consegue provocar a auto-destruição das células cancerígenas sem danificar os tecidos saudáveis.
 
O composto atinge uma molécula específica que está diretamente ligada ao crescimento de tumores e conseguiu travar, em ratinhos, um dos cancros mais agressivos de todos: o cancro da mama triplo negativo.
 
O estudo demonstrou que o composto, conhecido como Targaprimir-96, faz com que as células cancerígenas se auto-destruam, ao atingir uma molécula específica de microRNA (ácido ribonucléico), que potencia o cancro.

“O estudo representa um avanço drástico na área da medicina dirigida, uma vez que esta molécula apenas atinge as células cancerígenas”, diz Matthew Disney (na foto), um dos autores da investigação. 
 
As MicroRNAs são pequenas moléculas que existem em todos os seres vivos e que servem para ativar ou desativar certos genes, impedindo a produção de proteínas. Algumas das microRNAs estão associadas a certas doenças. No caso da microRNA-96, que foi o alvo deste estudo, a molécula promove o cancro ao desativar a morte das células – o que faz com que o cancro prolifere. 
 
O composto foi testado em animais durante 21 dias. Os resultados revelaram que os animais reduziram a produção de microRNA-96 e aumentaram o nível de auto-destruição das células, diminuindo o tamanho dos tumores. Por outro lado, as células saudáveis não foram afetadas, ao contrário do que acontece nos tratamentos tradicionais.
 
“No futuro, esperamos usar esta técnica para atingir outras RNAs que causam doenças, desde cancros incuráveis a doenças patogénica como o Zika ou o Ébola,” sublinha, em comunicado, Pradeep Velagapudi, outro cientista que participou na investigação.
 

“O estudo representa um avanço drástico na área da medicina dirigida, uma vez que esta molécula apenas atinge as células cancerígenas”, conclui Matthew Disney. O estudo foi publicado esta semana no jornal “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Notícia sugerida por António Resende

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